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Com grande perda de passageiros (220 mil em 1995, 60 mil agora), Rodoviária de Feira não deve sair de onde está, diz ex-servidor da Agerba

Valdomiro Silva - 22 de Janeiro de 2026 | 18h 18
Com grande perda de passageiros (220 mil em 1995, 60 mil agora), Rodoviária de Feira não deve sair de onde está, diz ex-servidor da Agerba
Foto: Ed Santos/Acorda Cidade

O debate sobre o futuro da Estação Rodoviária de Feira de Santana ganha análise interessante, de um docente do Departamento de Ciências Sociais e Aplicadas da UEFS que já atuou na Agerba (Agência Reguladora de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicações da Bahia). O professor Antônio Rosevaldo, atento observador da cidade, apresenta o seu ponto de vista sobre este tema de forte impacto no transporte intermunicipal de passageiros e de relevante interesse público.


Ele falou sobre o assunto em entrevista ao “Acorda Cidade”, publicando alguns dados que podem ajudar a nortear sobre o que as autoridades devem fazer com aquele equipamento: uma ampla reforma ou a construção de nova edificação em outra área da cidade. O assunto ganhou força na imprensa depois que o Governo do Estado inaugurou, recentemente, a nova Rodoviária de Salvador, moderna e muito bem estruturada.


Os feirenses também cobram, com justiça, do governador Jerônimo Rodrigues, uma melhor rodoviária para este município, maior entroncamento do Nordeste e um dos principais do país. Seja a construção de uma outra, afastada do centro da cidade, ou a ampliação e modernização da atual, onde nem mesmo ônibus de dois andares tem acesso. Não se pode discutir a necessidade do investimento, atrasado em pelo menos três décadas. Antes tarde do que nunca.


De acordo com Rosevaldo, o movimento de passageiros na Rodoviária de Feira, em vez de aumentar, caiu mais de 250%, de 1995 pra cá. Naquele ano, embarcava 220 mil pessoas por ano, agora seriam 60 mil. Ele não apresentou as fontes desses dados estatísticos, mas deve tê-los extraído de algum lugar confiável. Outro detalhe curioso, segundo ele, mais uma vez sem informar a origem do número, é que 60% do movimento do terminal “é Feira Salvador”.


O acadêmico questiona: “Como é que você vai mudar um equipamento que está em queda de demanda de passageiros? É muito complicado isso. É questão de fazer estudos de viabilidade econômica. Vai ter demanda para uma nova rodoviária?”. Para reforçar o seu entendimento, cita o exemplo da capital sergipana. “Aracaju fez isso, mudou a rodoviária sem estudar demanda. Quem conhece (a rodoviária de Aracaju) sabe, está morrendo aos poucos”. Então, acredita, Feira de Santana corre “um risco muito grande de fazer isso também, matar um equipamento”.


Em sua avaliação, a queda no número de passageiros estaria relacionada ao aumento da motorização individual, maior quantidade de pessoas com carro próprio para suas viagens, e à retirada dos ônibus interestaduais do terminal (“hoje só tem duas empresas que rodam com liminar, que pode cair a qualquer momento”).


Cem por cento de taxistas ouvidos pelo “Acorda Cidade” são favoráveis à construção de uma nova rodoviária e a transformação da atual em um museu. O professor não concorda com essa proposta: “A atual localização é a ideal. Porque está na beira da BR-324, que é o maior fluxo de veículos. É estratégica e tem funcionado”.



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