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Bahia

Aos 22 anos, baiano é eleito melhor garçom das Américas

19 de agosto de 2015 | 09h 18
Aos 22 anos, baiano é eleito melhor garçom das Américas
Andeson de Almeida ficou entre os três melhores do mundo
Imagine que, justo em Salvador – terra do “tem, mas acabou” – mora o rapaz que, agora, ostenta o título de melhor garçom das Américas e que está entre os três melhores do mundo. Com apenas 22 anos, quatro de profissão, Andeson de Almeida concorreu com garçons de 33 países, na 43ª edição da WorldSkills – uma competição internacional de educação profissional que acontece a cada dois anos – e levou a medalha de bronze no final de semana. “Acho que meu carisma e minha comunicação foram meu diferencial. A maioria dos competidores e avaliadores falava inglês, só eu falava português, mas passei a usar isso como estratégia. Tentava passar para os clientes com gestos, sorrisos, me apresentava de uma forma cortês”, contou Andeson, que viajou a São Paulo para participar do concurso, realizado pela primeira vez no Brasil.
 
Entre 12 e 15 de agosto, os competidores passaram por todo tipo de prova, até o encerramento, no domingo, em um ginásio no Ibirapuera. Foram módulos de Banquete, Jantar Fino, Bar, Coquetelaria e Jantar Casual. Ao final, a austríaca Franziska Ehgartner, 20, e a irlandesa Alina Sile, 22, dividiram o primeiro lugar. O baiano ficou em terceiro. “Alguns (concorrentes) eram mais sisudos. Eu fazia as mesmas coisas que eles, mas me comunicando de uma forma melhor. Imagine você ser atendido por um garçom fechado. Quando você atende com amor, se divertindo, se torna um profissional diferenciado”, comentou.
 
Ele sabe bem que, em Salvador, ser atendido por alguém assim é raro. Em 2014, a qualidade dos serviços e de atendimentos oferecidos foi um dos itens que mais desagradaram aos turistas, segundo a pesquisa de caracterização do turismo receptivo de Salvador feita pelo Observatório do Turismo da Bahia. Entre 16 pontos, o atendimento foi o 6º mais criticado pelos turistas internacionais em 2016. Entre os brasileiros, foi o 8º. “Muitos não demonstram interesse em se qualificar, mas também não têm estímulo dos estabelecimentos. Existe comodidade de ambos”, comentou Andeson.
 
Morador de São Cristóvão, ele começou a trabalhar como garçom no restaurante Tabuleiro Magia da Bahia, no Aeroporto, em 2011. Lá, passou dois anos, até começar a se dedicar exclusivamente à preparação para os concursos, com ajuda dos instrutores do Senac Bahia, onde fez o curso para garçom em 2012. O treinamento, de acordo com o instrutor César Falcão, era de atleta mesmo. “Além da parte técnica, que engloba tudo de restaurantes, a gente precisava manter acompanhamento psicológico, condicionamento físico, fisioterapeuta para manter a postura”, conta Falcão, segundo quem Andeson “sempre teve muito foco e determinação, mesmo chegando cedo e saindo tarde”.

FONTE: Correio



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