A distribuição de leite pasteurizado para famílias carentes
de Feira de Santana está suspensa há quase dois meses. De acordo com a Prefeitura,
o alimento é entregue pelo Governo do Estado, que recebe, mensalmente, repasses
da União para esse fim. O Município enfatiza, ainda, que é responsável, apenas,
pela logística de distribuição.
A iniciativa contempla, diariamente, 20 mil feirenses em
situação de vulnerabilidade social. Segundo o secretário de Desenvolvimento
Social, Denilton Brito, a Administração Municipal tem cobrado, sistematicamente,
a retomada da distribuição ao Governo do Estado.
O gestor salientou ter sido informado de que o atraso no
repasse se deve a problemas relativos ao envasamento do produto. "Fomos
informados, extraoficialmente, que a pendência é a embalagem, pois o Governo do
Estado tem uma logomarca específica para o leite e essa embalagem ainda está em
processo de confecção, impedindo o envasamento", explicou.
O titular da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (Sedeso)
ressaltou, ainda, que 5 mil litros de leite eram distribuídos, regularmente, em
Feira de Santana até o dia 30 de abril, quando a distribuição foi interrompida.
"O Governo Federal disponibiliza o recurso para o Estado, o Estado da
Bahia contrata o laticínio e nós realizamos a distribuição em Feira de Santana.
Diariamente, distribuímos 5 mil litros de leite, totalizando 100 mil litros por
mês. Portanto, não distribuímos nada em maio e, agora, em junho, também não
recebemos nada. Até esta data, 200 mil litros de leite deixaram de ser
distribuídos", detalhou.
Conforme Denilton Brito, as famílias estão sem assistência. “Os beneficiários desse leite são pessoas em extrema pobreza, incluindo crianças até 7 anos, idosos, gestantes e moradores em situação de rua. Essa é a nossa demanda atual. E estamos sendo cobrados, porque há um alimento essencial que a população precisa e o município não está conseguindo atender", lamentou.