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  • Feira de Santana, tera, 28 de novembro de 2023

César Oliveira

Hospital Universitário da Uefs e a busca de excelência no ensino

17 de Novembro de 2023 | 07h 47
Hospital Universitário da Uefs e a busca de excelência no ensino

Em 2003, o curso de Medicina foi implantado na Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs). Atuei como Coordenador até formar a primeira turma, em 2010. Ao sair, deixamos aspectos pontuados sobre o futuro: ampliação de vagas, espaço acadêmico definitivo, ambulatório (planta já feita pela Engenharia da Uefs) e Hospital Universitário.

O Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA) esteve próximo de tornar-se esse espaço fundamental na formação médica, através de proposta de doação feita pelo então Secretário de Saúde, Jorge Solla, que chegou a vir a uma audiência na Universidade. Não houve apoio decisivo da Reitoria, naquele período, para a empreitada. O Ambulatório foi viabilizado no Centro Social Urbano (CSU) da Cidade Nova – ao menos, na estrutura básica de consultórios.

Entretanto, as demais questões permanecem pendentes. Dentre elas, o Hospital Universitário. Mantivemos um banner, todos esses anos, no site do Jornal Tribuna Feirense, em defesa dessa implantação. Escrevemos e falamos sobre isso, em diversas instâncias, inclusive, em maio de 2015, em artigo publicado, aqui, no jornal.

Agora, aproveitando que há alinhamento entre Governo do Estado – com ligações com a cidade –, Governo Federal, Reitoria da Uefs e profunda mudança no cenário do ensino médico na região, voltamos a essa reivindicação.

A explosão de faculdades de Medicina, sem controle e direcionamento, gera um evidente déficit de espaço de treinamento adequado para os alunos, impondo o risco de formação predominantemente teórica – letal e perigosa – e tornando esse tipo de unidade um elemento imprescindível.

Como dissemos em 2015, enquanto a Uefs continuar usando migalhas, espaços improvisados, rebarbas que lhe são cedidas na rede pública, o ensino de saúde será limitado. Não é apenas medicina, mas todo setor de formação, em diversos cursos de saúde, precisa ser qualificado, direcionado, em busca da máxima eficiência.

Por outro lado, existe uma concentração de Unidades de Saúde do Estado, como o HGCA I e II; o Hospital Estadual da Criança (HEC); a Policlínica; a Unidade de Pronto Atendimento (UPA); e a Casa da Gestante, na área Sul da cidade, o que não é o mais adequado, em termos de planejamento urbano.

Isto porque, quanto mais deslocamentos, maior o custo, mais acúmulo de tráfego em determinado setor. O urbanismo moderno sugere que devemos ter, sempre, a maior autonomia possível em áreas da cidade.

Considerando esses diversos aspectos, continuamos defendendo a necessidade de um Hospital Universitário que atendesse a zona Norte da cidade (na área do Batalhão da Polícia Militar (PM), por exemplo), ou a outra região. Isto seria um divisor de águas no padrão de excelência de formação profissional na área de saúde, e, também, na Pesquisa e na Extensão.

Um hospital de média complexidade – dizem os especialistas que é preciso ter, ao menos, 100 leitos, para ser viável –, gerido por uma Fundação que garantisse agilidade administrativa e resolutividade, poderia responder às demandas que apontamos.

É preciso pensar grande o ensino da saúde, em Feira, otimizar o potencial do Curso de Medicina- e seu excelente conjunto de professores-  em mudar vidas e transformar em realidade o sonho do Hospital Universitário da Uefs.



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