Tribuna Feirense

  • Facebook
  • Twiiter
  • 55 75 99801 5659
  • Feira de Santana, terça, 05 de julho de 2022

Mundo

Argentina confirma caso de hepatite misteriosa em crianças; é a 1ª ocorrência da doença na América Latina

05 de Maio de 2022 | 18h 46
Ouvir a matéria:
Argentina confirma caso de hepatite misteriosa em crianças; é a 1ª ocorrência da doença na América Latina
Foto: iStock

O primeiro caso de hepatite aguda grave de origem desconhecida foi detectado, na América Latina, nesta quinta-feira (5). A ocorrência foi registrada na Argentina, de acordo com o Ministério da Saúde local. A vítima é uma criança de 8 anos. O menino está internado no Hospital das Crianças da cidade de Rosário, Santa Fé.

De acordo com O Estadão, ainda não se sabe a origem da infecção. Casos têm sido frequentes em crianças, sobretudo, originárias de países da Europa e Estados Unidos. A enfermidade pode desencadear uma série de problemas graves, podendo levar os pacientes à necessidade de realização de transplante de fígado ou, em alguns casos, à morte.

Mais de 200 casos foram registrados em 20 países, até o último dia 3. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) a grande maioria ocorreu no Reunido Unido, primeiro país a reportar a doença. Até 25 de abril, 145 casos haviam sido confirmados lá. A maioria das vítimas na faixa etária de até 5 anos, conforme o governo local.

Nas Américas, apenas os Estados Unidos haviam registrado casos da hepatite desconhecida. Até 18 de abril, foram reportados nove casos, em crianças entre 1 e 6 anos. Atém o momento, não há casos no Brasil.

Uma criança do Reino Unido e outras três originárias da Indonésia evoluíram a óbito, em decorrência da doença. O governo norte-americano investiga uma morte suspeita.

Conforme a OMS, a hepatite se caracteriza por uma inflamação no fígado e, em geral, é causada por uma variedade de vírus infecciosos (hepatite viral) e agentes não infecciosos. Os mais comuns micro-organismos causadores da hepatite viral aguda, classificados como A, B, C, D e E, não foram detectados em nenhum do casos relatados.

Ainda segundo o Estadão, embora a síndrome atinja pacientes de até 16 anos, a maioria das ocorrências tem envolvido crianças na faixa de 2 a 5 anos. Nas europeias, o quadro clínico indica infecção aguda. Muitas apresentam icterícia. A condição é precedida por sintomas gastrointestinais, como dor abdominal, diarreia e vômitos. Isto é mais comum em crianças de até 10 anos. A maioria delas não apresentou febre.

As autoridades sanitárias recomendam, em caso de suspeita, a realização de testes sanguíneos e alertam que o sangue total é mais sensível que o soro. Além disso, descrevem como importantes exames de urina, fezes e amostras respiratórias, bem como a realização de biópsia hepática (quando disponível), com caracterização adicional do vírus, incluindo sequenciamento.

Alertam, ainda, que a prevenção é a mesma protocolada para outras doenças provenientes de adenovírus: lavagem regular das mãos e higiene respiratória. Os especialistas acreditam que o agente causador desse tipo de hepatite é um adenovírus transmitido por contato ou pelo ar.

Também chamam a atenção para o fato de não haver explicação precisa sobre a evolução do quadro clínico para o nível de maior gravidade. Os sanitários destacam que a infecção com adenovírus 41, tipo implicado na doença, não foi previamente associada a tal apresentação clínica.

Isto porque este tipo de patógeno pode desencadear doença em um hospedeiro, mas comuns. Em geral, causam infecções autolimitadas, espalhando-se de pessoa para pessoa. É mais frequente a ocorrência de doenças respiratórias. No entanto, há tipos que também podem causar gastroenterite (inflamação do estômago ou intestinos), conjuntivite e cistite (infecção da bexiga).

A OMS enfatiza que existem mais de 50 tipos de adenovírus, imunologicamente distintos, que podem causar infecções no organismo humano. O 41, de modo geral, implica a ocorrência de diarreia, vômito e febre. Algumas vezes, os sintomas vêm acompanhados de problemas respiratórios. O surgimento de um novo adenovírus ainda está em investigação.

A entidade também levanta a hipótese de haver alguma relação com o novo coronavírus. No entanto, de acordo com o Estadão, a possibilidade de a doença ser efeito adverso da vacina contra a Covid-19 foi descartada. Isto porque grande parte dos pacientes britânicos não haviam tomado o imunizante.



Mundo LEIA TAMBÉM

Charge da Semana

Charge do Borega

As mais lidas hoje