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Esporte

Federação de Krav Maga completa 17 anos na Bahia

13 de julho de 2015 | 17h 07
Federação de Krav Maga completa 17 anos na Bahia
A luta não tem competição e visa apenas a defesa pessoal

O Mapa da Violência 2015 ressalta municípios da Bahia como destaques entre os mais violentos do país. Itabuna é o quinto mais violento para pessoas com até 29 anos, com taxa de homicídios em 2012 (ano base do estudo) de 207,4 para cada 100 mil moradores. Pior é Lauro de Freitas, que ocupa o primeiro lugar no ranking nacional, com taxa de 306 homicídios por 100 mil habitantes, sendo Simões Filho, com taxa de 247, o segundo colocado nacional.

Fatores como esses têm levado a população cada vez mais a procurar métodos para se proteger. Há 17 anos, a Federação Sul Americana de Krav Maga, dirigida pelo Mestre Kobi Lichtenstein, o introdutor do Krav Maga no Brasil, chegava a Salvador com o intuito de levar à população local os conhecimentos sobre a técnica da defesa pessoal israelense.

A Federação é representada na Bahia pelo instrutor Henrique Cerqueira, que hoje coordena os treinamentos em Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas. “Com o crescimento da violência em todo o país, cresce a procura pelas técnicas de defesa pessoal, seja por instituições militares, seja por civis”, explica Cerqueira.

Com respostas simples, rápidas e objetivas, o Krav Maga possibilita que qualquer cidadão comum, independentemente de força física, idade ou sexo, possa voltar em segurança para casa. Não se trata de uma arte marcial e sim de defesa pessoal.

No Krav Maga não há competições, campeonatos ou medalhas. Os golpes são curtos e rápidos e visam atingir os pontos sensíveis do corpo humano. Os exercícios são exequíveis por qualquer pessoa, em seu ritmo próprio, respeitando o limite de seu corpo, embora haja o estímulo para que os alunos se exercitem diariamente.

Para mulheres – Um exemplo da eficácia do Krav Maga está no treinamento de mulheres. Quando descobrem que apesar de não terem a mesma força física do homem são capazes de se defender de forma simples e eficiente, elas adquirem confiança. Hoje, 30% dos praticantes de Krav Maga são mulheres.

A modalidade foi criada na década de 40, por Imi Lichtenfeld em Israel. Foi trazida ao Brasil em 1990, por Mestre Kobi Lichtenstein, que começou a praticar o Krav Maga aos 3 anos, com Imi Lichtenfeld, e foi o primeiro faixa-preta formado por ele a sair do Estado de Israel para difundir a técnica.



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