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César Oliveira

Nota da Anvisa atinge Bolsonaro de forma violenta

10 de Janeiro de 2022 | 14h 37
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Nota da Anvisa atinge  Bolsonaro de forma violenta

 

O diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antonio Barra Torres, divulgou uma nota no último dia 8  rebatendo as insinuações do  presidente Jair Bolsonaro (PL) sobre a aprovação da vacinação de crianças de 5 a 11 anos. Bolsonaro questionou o interesse por trás da imunização infantil. "O que está por trás disso? Qual o interesse da Anvisa por trás disso? Qual o interesse daquelas pessoas taradas por vacina? É pela vida? Pela saúde? Se fosse, estariam preocupados com outras doenças no país, mas não estão".

No texto, Barra Torres diz que, se o presidente tem informações que indiquem corrupção na Anvisa, deve fazer uma investigação imediata. "Se o senhor não possui tais informações ou indícios, exerça a grandeza que o seu cargo demanda e, pelo Deus que o senhor tanto cita, se retrate", completou o presidente da agência reguladora.

Barra Torres, que é médico e contra-almirante da Marinha, terceiro maior posto da corporação, diz ter pautado sua vida pessoal em "austeridade e honra" e sua vida profissional como médico procurando "manter a razão à frente do sentimento." "Como cristão, senhor presidente, busquei cumprir os mandamentos, mesmo tendo eu  abraçado a carreira das armas. Nunca levantei falso testemunho", completa Barra Torres, antes de pedir a Bolsonaro que "não perca tempo nem prevarique" caso tenha conhecimento de corrupção na agência.

A dura resposta do presidente da Anvisa-que não pode ser demitido- dá uma ideia da luta intestinal que ocorre no interior do governo entre o presidente, o anedótico Ministro da Saúde, Quiroga, as demandas pelos gigantescos negócios das vacinas e o papel da Agência Reguladora.

Neste debate, até aqui, a nota da Anvisa foi um golpe de direita- não tão amiga-  no presidente.

 

 

 

 



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