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Esporte

Presidente da Fifa considera suspensão de jogo entre Brasil e Argentina uma loucura

07 de Setembro de 2021 | 12h 16
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Presidente da Fifa considera suspensão de jogo entre Brasil e Argentina uma loucura
Foto: Alex Silva/Estadão Conteúdo

O presidente da Federação Internacional de Futebol (Fifa), Gianni Infantino, considera os eventos que culminaram na suspensão da partida entre Brasil e Argentina, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo, na tarde do último domingo (5), uma "loucura".

De acordo com a CNN Brasil, o gestor afirmou, nesta segunda-feira (6), que o episódio é um lembrete das dificuldades enfrentadas pelo futebol durante a pandemia do novo coronavírus. "Vimos o que aconteceu com o jogo entre Brasil e Argentina, dois dos times mais gloriosos da América do Sul", destacou.

Em discurso proferido, por vídeo, na assembleia-geral da Associação de Clubes Europeus, ele também ressaltou, entretanto, que é necessário se adaptar à nova realidade. "Alguns agentes, policiais e seguranças entraram em campo após alguns minutos de jogo para tirar alguns jogadores - é uma loucura, mas precisamos lidar com esses desafios, essas questões que vêm com a crise de Covid", avaliou.

Membros da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), acompanhados de agentes da Polícia Federal (PF), entraram em campo logo após o início da partida. A paralisação do jogo se deu mediante a justificativa de que quatro atletas argentinos violaram regras sanitárias que versam pela necessidade de cumprimento de quarentena, após passagem por países como África do Sul, Inglaterra e Índia.

Atuantes na Premier League da Inglaterra, os jogadores teriam passado pelo Reino Unido há menos de 14 dias. Esta informação, no entanto, foi omitida no momento em que os atletas desembarcaram no Brasil, com a finalidade de burlar os protocolos sanitários. Segundo a Anvisa, o responsável pela ilicitude foi Fernando Ariel Batista, emissário da equipe argentina.

Ao tomarem conhecimento da irregularidade, os membros da Anvisa entraram na Neo Química Arena, em São Paulo, onde a partida acontecia, para retirar de campo o goleiro do Aston Villa, Emiliano Martínez, e a dupla do Tottenham, Cristian Romero e Giovani Lo Celso. Também o meio-campista do Aston Villa, Emiliano Buendía, que estava no banco de reservas.

De acordo com o documento oficial emitido pela Anvisa, os jogadores argentinos preencheram os formulários de imigração com informações falsas, ao não informarem seus paradeiros anteriores. Eles foram notificados a deixar o país. Logo após o episódio, a Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) decidiu suspender o jogo.

Segundo a CNN, a Polícia Federal (PF) disse, nesta segunda-feira (6), que abriu um inquérito formal sobre as ações dos jogadores argentinos, que foram deportados. "Podemos confirmar que uma investigação começou sobre o possível crime de fornecer informações falsas", disse um porta-voz, salientando, ainda, que os depoimentos dos atletas foram colhidos.

A Fifa informou que já tem os relatórios do jogo, formulados pelos árbitros, em mãos. "As informações serão analisadas pelos órgãos disciplinares competentes e uma decisão será tomada no momento oportuno", afirmou a entidade, por meio de nota.

Segundo a Federação Argentina de Futebol (AFA), a Fifa concedeu às duas federações seis dias para defender suas posições.



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