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César Oliveira

A desordem e a avacalhação no Ministério da Saúde

07 de Julho de 2021 | 20h 39
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A desordem e a avacalhação no Ministério da Saúde
Foto: Reprodução

O Ministério da Saúde - o mais importante para os brasileiros, nesse momento - é um pardieiro. O mau cheiro que exala de suas entranhas vem de sabermos que a compra de vacinas ficou, aparentemente, na mão de um grupo que "mistura estelionatários, corruptos, ignorantes e malucos", como disse o Senador Alessandro Vieira, e fiscais que não fiscalizam nada, além de servidores que são acusados de praticar extorsão.

É um roteiro conhecido, mas que sempre estarrece, ao ser revelado, e não consegue ser desmentido pelo governo, que se limita à inutilidade de dizer que é narrativa, sem que ofereça nada que a negue.

A entrega do Ministério da Saúde à influência do Centrão não poderia resultar em algo diferente disso, afinal, a folha corrida de seus componentes é histórica. O que se lamenta é que isso ocorra durante a pandemia e com vacinas - o salvo conduto para os brasileiros que estão vivos.

A tragédia começa a colocar uma mancha perigosa sobre os militares, já que uma série deles parece muito próxima dos picaretas já identificados.

Cabe ainda, outra preocupação: considerando o monstruoso volume de compras que o MS faz, será que não há outros contratos aberrantes, outras compras fraudulentas acontecendo por lá?

A sociedade brasileira que paga imposto, que vive sua derrama fiscal, que está exposta precisa exigir que o Ministério da Saúde seja devassado e passado a limpo. Custe o que custar.



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