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Biden convida Bolsonaro para Cúpula do Clima e pede contribuição para metas

27 de março de 2021 | 12h 51
Biden convida Bolsonaro para Cúpula do Clima e pede contribuição para metas
Foto: Reprodução/ Twitter Joe Biden

O presidente dos EUA, Joe Biden, convidou nesta sexta-feira (26) 40 líderes mundiais para participar da Cúpula de Líderes sobre o Clima, em abril. Entre eles está o presidente brasileiro Jair Bolsonaro (sem partido), informa reportagem do jornal Folha de S. Paulo.

Segundo informações da Casa Branca, Biden pediu que os líderes usem o encontro como “oportunidade para delinear como seus países podem contribuir para uma ambição climática mais forte”.

Desde a posse do democrata, em 20 de janeiro, auxiliares dos governos brasileiro e americano têm conversado sobre a agenda ambiental, que Biden colocou no centro de seu governo, enquanto Bolsonaro costuma adotar uma postura negligente diante do tema.

Apesar do antagonismo dos dois presidentes nesta e em outras áreas, assessores do Planalto já haviam sinalizado à Casa Branca que Bolsonaro participaria do encontro e esperava a formalização do convite, que chegou nesta sexta.

Bolsonaro é um crítico de ONGs que atuam na preservação da Amazônia, promove a desregulamentação de normas ambientais e é considerado no exterior um líder sem compromisso com a proteção do ambiente.

Biden, por sua vez, prometeu eliminar as emissões de carbono do setor elétrico nos EUA até 2035 e já tratou diversas vezes do desmatamento da Amazônia, mas a ordem inicial na Casa Branca é tratar do tema com o Brasil, de início, por meio de diálogo e parcerias, e não com sanções.

Como mostrou a Folha, o governo Bolsonaro pediu ajuda aos EUA para atingir novas metas em energia limpa —área em que o Brasil se destaca historicamente—, e esse pode ser um dos principais pontos levados ao debate da cúpula em abril, pelo lado brasileiro.

Durante o encontro, que será realizado de maneira virtual entre os dias 22 e 23 de abril, os EUA pretendem anunciar uma nova meta de emissões de carbono para 2030, como parte de seu retorno ao Acordo Climático de Paris —assinado por Biden em seu primeiro dia de governo.

 

Segundo a Folha, além de Bolsonaro, estão na lista Xi Jinping (China), Vladimir Putin (Rússia), Ursula von der Leyen (Comissão Europeia, Poder Executivo da União Europeia), Emmanuel Macron (França), Andrés Manuel López Obrador (México), Alberto Fernández (Argentina), Sebastián Piñera (Chile), Iván Duque (Colômbia), Angela Merkel (Alemanha), Boris Johnson (Reino Unido), Narendra Modi (Índia) e Binyamin Netanyahu (Israel), entre outros.

Biden quer mostrar que os EUA estão de volta à liderança global, após quatro anos de isolacionismo de Donald Trump, mesmo em uma área em que os americanos são os maiores poluentes do mundo —atrás somente da China.

O presidente dos EUA considera a reunião de abril um caminho preparatório para a Conferência do Clima das Nações Unidas (ONU), a COP26, marcada para novembro em Glasgow.

O esforço das cúpulas é catalisar o trabalho conjunto dos países para conter o aquecimento global a um limite de 1,5 °C. Biden quer mobilizar financiamento público e privado para impulsionar a transição energética dos países e ajudar nações vulneráveis a lidar com impactos climáticos.

FONTE: Bahia.ba



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