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Brasil

Menino foi preso em barril por pegar comida sem autorização dos pais, diz investigação

15 de fevereiro de 2021 | 13h 11
Menino foi preso em barril por pegar comida sem autorização dos pais, diz investigação
Foto: Divulgação/PM Campinas

O menino que ficou trancado e amarrado em um barril durante quase um mês, em Campinas (SP), foi castigado porque “pegou comida que não era autorizado”. A informação foi veiculada pelo portal de notícias Uol, que confirmou a veracidade junto a fontes da investigação que apura o caso de tortura.

De acordo com o site, a criança, de apenas 11 anos, relatou, em depoimento à Delegacia de Defesa da Mulher, que permaneceu cerca de um mês dentro do tonel, amarrado com correntes e cadeado, por pegar comida sem autorização dos pais. A situação teria acontecido no final do ano passado.

A Polícia Civil ouviu os vizinhos da vítima, que informaram não ter tido contato com o menino desde alguns dias antes do Réveillon. Eles disseram que o garoto tinha o costume de brincar na rua e que era muito ativo, por isso estranharam seu sumiço. Conforme o Uol, os relatos coincidem com o que a criança contou à equipe médica do Hospital Ouro Verde, quando foi internada, no dia 30 de janeiro. O menino disse que tinha visto a passagem do ano dentro do barril.

Os vizinhos também salientaram que as visitas à casa da família nunca passavam do portão de entrada. Tios da vítima relataram o mesmo à reportagem do Uol, nas últimas semanas.

Segundo a investigação, no ano de 2020, o garoto não foi matriculado em nenhuma unidade escolar municipal ou estadual de Campinas. O fato motivou o Ministério Público (MP) a pedir o indiciamento do pai por abandono intelectual. Conforme o site, o pedido foi feito pela promotora Adriana Vacare Tezine, e aguarda decisão da Justiça.

O Uol informou que, apesar da tortura que sofreu, a criança demonstrou preocupação com o pai. No dia do resgate, o menino teria perguntado aos policiais que atenderam à ocorrência o que aconteceria com o homem. Também no hospital, pessoas que tiveram acesso ao garoto disseram que ele questionou se o pai estava bem. O futuro do menino será definido pela Vara da Infância e Juventude de Campinas.



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