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André Pomponet

Vacinação começa e uso da máscara cai

André Pomponet - 14 de fevereiro de 2021 | 20h 59
Vacinação começa e uso da máscara cai

Desde que começou a vacinação contra a Covid-19 na Feira de Santana que os feirenses estão abandonando as máscaras. Até há pouco havia os recalcitrantes, os inconformados, os distraídos e os acólitos de Jair Bolsonaro, o “mito”, que se recusavam a usar a proteção. Eram minoria, boa parte da população vinha se protegendo, evitando a propagação do vírus. Nos últimos dias percebe-se que o jogo virou. Raro é encontrar quem usa o equipamento. Tudo indica que virão problemas pela frente.

A vacinação, por enquanto, vai acontecer a conta-gotas. O Brasil só dispõe da “vacina chinesa do Dória” – era assim que o “mito” se referia à Coronavac – e a imunização em larga escala, ao que tudo indica, vai demorar. Talvez até junho os grupos prioritários estejam vacinados – é uma projeção otimista que se vê aí na praça – e não faz sentido, portanto, abandonar as máscaras, achando que a pandemia chegou ao fim.

O pior de tudo é que – ao que tudo indica – a variante amazonense logo vai chegar aqui. Mais contagiosa e mais letal, conforme apontam os estudiosos, tem tudo para fazer um tremendo estrago, caso as pessoas saiam por aí de peito aberto, achando que não precisam mais de máscara, nem de distanciamento. O governador Rui Costa (PT) e o prefeito de Salvador, Bruno Reis (DEM), já manifestaram preocupação publicamente.

A ilusão de que logo todos serão vacinados parece mover o feirense – e o brasileiro, de uma forma geral – em direção a riscos maiores. É bom não se enganar: sem planejamento, sem coordenação e sem rumo, o desgoverno federal move-se – quando se move – sob pressão das mídias sociais. É pouco para enfrentar os imensos desafios decorrentes da pandemia. O deplorável general que ocupa o Ministério da Saúde é o retrato do fracasso no combate à doença.

Tudo indica que, até livrar-se da Covid-19, o Brasil terá uma longa jornada pela frente. Todo mundo está cansado, desejoso de voltar à rotina, mas fingir que a pandemia não existe, ou que está no fim, é desvario de lunático, como os que, hoje, ocupam o Planalto Central. Muito bom para um projeto de morte, mas temerário para quem pretende preservar a vida.

É bom reforçar o apelo pelo uso da máscara, do álcool em gel, da manutenção do distanciamento social. Centenas de feirenses já morreram em função da Covid-19. Caso cada um não assuma sua parcela de responsabilidade, muitos outros vão morrer. 



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