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Segurança

Bahia denunciada na ONU por violação de direitos humanos

26 de junho de 2015 | 15h 11

Após ação da PM no Cabula, testemunhas, jornalistas e membros de ONGs são ameaçados

Bahia denunciada na ONU por violação de direitos humanos
Casas vizinhas ao local onde aconteceu a ação foram atingidas pelos disparos (Foto: Marina Silva)

A organização não governamental (ONG) Justiça Global formalizou denúncia à Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA) sobre ameaças, intimidação e perseguições feitas por policiais militares da Bahia a integrantes da Campanha Reaja ou Será Morta, Reaja ou Será Morto, uma articulação de entidades que lutam contra o genocídio da população negra.

Segundo a ONG, a situação se intensificou após a chacina do Cabula, quando a Campanha Reaja denunciou que os 12 jovens assassinados não entraram em confronto com a polícia. A onganização defendeu que eles foram executados, como comprovado posteriormente nos laudos necroscópicos e em inquérito feito pelo Ministério Público da Bahia.

Policiais Militares das Rondas Especiais (Rondesp) postaram na página da Reaja, em uma rede social, uma imagem com símbolos da campanha com a frase “reaja e será morta, reaja e será morto”, com a logomarca da corporação. Há também registro de mensagens via whatsapp para intimidar o coordenador do movimento, Hamilton Borges.

Na segunda semana de junho, a Justiça acatou a denúncia do Ministério Público pedindo o indiciamento de nove envolvidos na chacina. Hamilton denunciou que nesta mesma semana uma viatura da PM passou vigiar a rua onde ele mora e a estacionar o carro em frente à sua residência. A denúncia diz ainda que policiais militares revistaram e espancaram moradores do bairro.

Os integrantes da campanha informaram ainda sobre constantes blitze feitas no bairro do Cabula, especialmente próximo onde moram familiares dos jovens assassinados e que integram a Campanha Reaja.

A Justiça Global afirma que jornalistas que cobriram a chacina do Cabula e a execução de Geovane Mascarenhas de Santana, 22 anos, em Salvador, no dia 2 de agosto de 2014, também sofreram intimidações, denunciadas também pelo Sindicato dos Jornalistas da Bahia.

Além de solicitar à OEA que acompanhe os desdobramentos do processo da chacina do Cabula e as ameaças de morte aos integrantes da Campanha Reaja, a Justiça Global pede que o governo da Bahia adote medidas que acabem com as violações de direitos humanos.

As assessorias de comunicação do governo da Bahia e da Polícia Militar foram contatadas ontem à noite (25), quando foi divulgada a denúncia, para comentar e se posicionar sobre o assunto. Até a manhã desta sexta-feira, prazo acordado para ter respostas do órgão e do governo baiano, aAgência Brasil não foi contatada.

FONTE: Agência Brasil



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