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  • Feira de Santana, domingo, 07 de março de 2021

Política

Dilma Rousseff declara ter negado convite de Doria para furar fila e tomar vacina contra Covid-19

22 de janeiro de 2021 | 14h 27
Dilma Rousseff declara ter negado convite de Doria para furar fila e tomar vacina contra Covid-19
Foto: Reprodução

A ex-presidente Dilma Rousseff (PT) afirmou, nesta quinta-feira (21), ter recusado o convite do governador de São Paulo, João Doria (PSDB), para tomar a vacina contra a Covid-19. A petista alegou que não quer ser vacinada agora, por não fazer parte do grupo prioritário. “É inaceitável 'furar a fila', que deve ser estritamente respeitada por todos os brasileiros”, defendeu, por meio de uma nota publicada em seu site oficial.

Dilma Rousseff disse que agradece o convite, mas que, em função das atuais circunstâncias, tem “o dever de recusar a oferta, por razões éticas e de justiça”. Segundo ela, o convite foi feito, no final de 2020, aos ex-presidentes do país. A proposta era tomar a vacina, em um evento público, no dia 25 de janeiro, em São Paulo.

A ex-presidente declarou que, inicialmente, aceitou ser imunizada em Porto Alegre, onde vive, mas também desistiu, porque entende que, no momento, os trabalhadores da saúde e os mais idosos, sobretudo os que vivem em instituições de longa permanência, é que devem ser priorizados, por correrem mais risco de adoecer gravemente ou morrer. “O Plano Nacional de Vacinação deve ser respeitado e, se é certo que a vacinação já começou, não há montante de vacinas disponível para que eu, agora, seja beneficiada”, explicou.

A FAVOR DA IMUNIZAÇÃO – Dilma, no entanto, deixou claro que é a favor da vacina e que estará pronta, quando chegar sua vez. “Aguardarei pacientemente a minha vez e quero adiantar que já estou com o braço estendido para receber a CoronaVac”, enfatizou, destacando que faz questão de “prestar tributo à contribuição do SUS, do Butantan e da Fiocruz, que são tão importantes e estratégicos para a saúde pública no Brasil e para o desenvolvimento das vacinas”.

A ex-presidente criticou as atuações dos poderes públicos que vieram a respigar na imagem das três instituições. “Denuncio todos aqueles que, ao longo dos últimos anos, tentaram destruí-los, seja por restrição de recursos orçamentários, seja por visão preconceituosa, como ficou claro na saída dos médicos cubanos, seja por defender propostas privatistas”, disparou.

Ela afirmou ainda entender o tipo de homenagem que lhe foi proposta, mas que prefere estendê-las a todos os epidemiologistas, infectologistas, biólogos, pesquisadores, servidores da saúde e aos que, de alguma maneira, estão ajudando a enfrentar o contágio em massa provocado pelo novo coronavírus. Também reconheceu como solidária a atitude do governo chinês de aceitar estabelecer parceria para a produção do imunizante no Brasil.

“Estendo estas homenagens e agradecimentos a todos os que se dedicam a combater esta pandemia que, por desleixo e desumanidade do governo federal, já roubou a vida de mais de 210 mil pessoas e está matando brasileiros até mesmo por falta de oxigênio. Por fim, reconheço e saúdo a solidariedade e a atitude humanitária do governo chinês, que proporcionou a parceria com o Estado de São Paulo/Butantan e o laboratório Sinovac para a importação e a fabricação das vacinas em nosso país”, concluiu.

RESPOSTA –Em réplica às declarações da ex-presidente, a assessoria de imprensa do Governo de São Paulo informou que o convite é para um evento em defesa da vacinação, e não para que os convidados sejam vacinados. “O governador João Doria convidou os ex-presidentes da República para um ato em defesa da vida e da importância da vacina contra o novo coronavírus, no dia do aniversário da cidade de São Paulo (25/1), no Palácio dos Bandeirantes. O evento vai defender a importância da imunização contra a Covid-19. Ele terá caráter humanitário e apartidário. Os ex-presidentes José Sarney, Fernando Henrique Cardoso e Michel Temer já confirmaram presença. O primeiro participará remotamente. Foram convidados ainda os ex-presidentes Fernando Collor, Luís Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, que ainda não responderam ao convite”, comunicou o governo paulista.



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