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DNA desconhecido em faca pode livrar acusado de matar a família do corredor da morte; crime ocorreu há 33 anos, nos EUA

20 de janeiro de 2021 | 17h 10
DNA desconhecido em faca pode livrar acusado de matar a família do corredor da morte; crime ocorreu há 33 anos, nos EUA
Foto: Reprodução

Pervis Payne, de 53 anos, foi preso e condenado à morte, nos Estados Unidos, em 1987. Ele é acusado de cometer um duplo homicídio e teria sido executado no dia 3 de dezembro de 2019, mas escapou da morte devido a imprevistos causados pela pandemia do novo coronavírus. Agora, o prisioneiro pode não mais ser executado pelo crime ocorrido há 33 anos.

De acordo com o portal de notícias Uol, Payne aguardava o cumprimento da sentença, por injeção letal, mas uma nova e inesperada pista pode tirá-lo do corredor da morte. Foi descoberto um DNA desconhecido, de um terceiro indivíduo, na faca que tirou a vida de sua mulher, Charisse Christopher, e de sua filha, Lacie Jo, então com dois anos de idade. De acordo com a agência Associated Press, na ocasião, o filho do acusado, Nicholas, de três anos, também foi esfaqueado, mas sobreviveu.

Agora, o DNA misterioso está sendo usado pela defesa de Pervis Payne, que também reuniu outras evidências, no intuito de tentar provar a suposta inocência do prisioneiro. As pistas do teste genético foram apresentadas, em setembro de 2019, à juíza Paula Skahan, do Tribunal Criminal do Condado de Shelby.

Conforme o Uol, ontem (19), uma nova audiência foi realizada em Memphis, no Tennessee, na qual esteve presente a advogada do réu, Kelley Henry. Ela admitiu que, além do material genético do desconhecido, o DNA de Payne também estava na faca. Isto vai ao encontro da versão do acusado, que alega ter se cortado enquanto ajudava as vítimas.

Por outro lado, diz o site, o DNA do indivíduo misterioso nunca foi adicionado ao banco de dados nacional do FBI, a polícia federal norte-americana, para ser identificado, por falta de material suficiente. Por isso, a identidade do terceiro elemento é ainda um mistério.

No julgamento de Payne, em 1987, o teste genético ainda não estava disponível, por falta de tecnologia. Como o critério só foi considerado recentemente, o condenado quase foi executado. Payne se livrou da morte porque o governador do Tennessee, Bill Lee, concedeu a suspensão de todas as execuções, até abril de 2021, por percalços provocados pela Covid-19 no país, que lidera o ranking dos mais devastados pela pandemia.

Ainda segundo o Uol, a defesa de Payne, em conjunto com a organização Innocence Project, que defende pessoas condenadas injustamente, pretende inocentá-lo ou, pelo menos, livrá-lo da morte. O promotor do caso, Steve Jones, no entanto, argumentou que os resultados do teste de DNA não excluem o prisioneiro de ter alguma pena, pelo crime. “Não há nada que exonere Pervis Payne”, concordou a juíza Paula Skahan.



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