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Política

Bolsonaro diz que Forças Armadas decidem se povo vive em uma democracia ou em uma ditadura; também ironizou ajuda da Venezuela

18 de janeiro de 2021 | 21h 55
Bolsonaro diz que Forças Armadas decidem se povo vive em uma democracia ou em uma ditadura; também ironizou ajuda da Venezuela
Foto: Divulgação/ Youtube

O presidente Jair Bolsonaro declarou, nesta segunda-feira (18), que “quem decide se um povo vai viver numa democracia ou numa ditadura são as suas Forças Armadas”. De acordo com o G1, Bolsonaro também afirmou que, no Brasil “temos liberdade ainda”, mas “tudo pode mudar”, caso homens e mulheres que compõem as Forças Armadas brasileiras não tiverem seu valor reconhecido.

“Quem decide se um povo vai viver numa democracia ou numa ditadura são as suas Forças Armadas. Não tem ditadura onde as Forças Armadas não apoiam. No Brasil, temos liberdade ainda. Se nós não reconhecermos o valor desses homens e mulheres que estão lá, tudo pode mudar”, disse o presidente, aos seus apoiadores, em frente ao Palácio da Alvorada, em Brasília.

Conforme o site, o vídeo do encontro foi publicado, com cortes, em uma rede social. O vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (Republicanos), filho do presidente, também publicou trechos da conversa na internet. Nela, Bolsonaro também enfatizou que “querem levar o Brasil para o socialismo” e que as Forças Armadas foram submetidas a um suposto sucateamento. “Por que sucatearam as Forças Armadas ao longo de 20 anos? Porque nós militares somos o último obstáculo para o socialismo”, argumentou.

VENEZUELA – O chefe do Executivo nacional também fez críticas ao presidente venezuelano, Nicolás Maduro, ironizando o fato de o país vizinho ter oferecido oxigênio hospitalar para suprir a necessidade da rede de saúde de Manaus, colapsado, semana passada, pela falta do insumo. “Agora se fala que a Venezuela está fornecendo oxigênio para Manaus. A White Martins é uma empresa multinacional que está lá também. Se o Maduro quiser fornecer oxigênio para nós, vamos receber, sem problema nenhum. Agora, ele poderia dar o auxílio emergencial para o seu povo também, né?”, declarou Bolsonaro.

Bolsonaro foi irônico ao se referir ao valor do salário mínimo instituído no país liderado por Maduro. “O salário mínimo lá não compra nem um quilo de arroz”, disse, insinuando ainda que a população venezuelana come animais domésticos, por passar necessidade.

O presidente brasileiro também criticou a aparência física do chefe de Estado da Venezuela. “Não tem mais cachorro lá. Por que será? Uma peste? Comeram os cachorros todos, comeram os gatos todos. E vêm uns idiotas, eu vejo aí, elogiando. 'Ah, olha o Maduro, coração grande ele tem'. Realmente, um cara daquele tamanho, né, 200 quilos, dois metros de altura, o coração dele deve ser muito grande, nada além disso”, disparou.

VACINA – Ainda segundo o G1, na mesma conversa, após afirmar que não compraria a CoronaVac, Bolsonaro também falou que a vacina “é do Brasil, não é de nenhum governador”. A primeira manifestação pública do presidente, após a decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de aprovar o uso emergencial da CoronaVac e da vacina de Oxford, foi um recado ao governador de São Paulo, João Doria, que deu início à vacinação no estado minutos após a liberação, antes, portanto, do previsto pelo Ministério da Saúde e da distribuição das doses para outros estados.

Em diversos momentos, antes de o imunizante ser aprovado emergencialmente, o presidente questionou a eficácia do fármaco, por ser de origem chinesa. Segundo o G1, em outubro, Bolsonaro chegou a suspender um acordo entre o Ministério da Saúde e o Butantan para a compra de 46 milhões de doses da CoronaVac. Na ocasião, também disse que não compraria vacina da China.



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