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César Oliveira

10 fatos sobre vacinas e a Covid-19

César Oliveira - 11 de janeiro de 2021 | 23h 41
10  fatos sobre vacinas e a Covid-19
Foto: Reuters/Dado Ruvic

1. O Ministério militar da Saúde falhou, miseravelmente, ao negociar, de forma antecipada, a compra de vacinas e seringas. Agora, corre atrás, em condições adversas. Não há mais o que discutir sobre isso.

2. Bolsonaro já deixou claro que é a favor da “imunidade de rebanho”, afinal, “todos temos de morrer, um dia”. Suas ações contra qualquer prevenção, vacinação, distanciamento e sua falta de empatia com os 200 mil mortos e sequelados decorrem dessa premissa inicial. Tudo mais é consequência.

3. O Governo Federal só está tentando comprar insumos da Índia, de forma improvisada, para não ficar atrás do governador de São Paulo, João Doria, na corrida pela vacina.

4. Doria, que faz parte do pior que elegemos na última eleição, está tentando empurrar a vacina chinesa no grito, criando um fato político para tornar a aprovação um fato consumado, ao arrepio da técnica. Afinal, como diz o inescrupuloso secretário de Saúde de São Paulo, “não precisamos ser tão cientistas”.

5. As principais vacinas publicaram seus dados em revistas médicas conceituadas, como a New England (duas delas) e a Lancet. A CoronaVac não publicou nada, em lugar nenhum.

6. Na apresentação, essa semana, foram mostrados dados SECUNDÁRIOS, e não PRIMÁRIOS, pois os secundários serviam melhor ao marketing.

7. Doria disse que a eficácia da vacina foi de 78%. No entanto, o diretor do Butantan, Dimas Covas, disse que foram 160 casos no grupo placebo e 60 no grupo vacinado. Quando usamos a fórmula para calcular a eficácia, encontramos apenas 63%, ou seja, erraram na apresentação dos dados. Para confirmar a prevenção de casos graves, é preciso que seja relatada a taxa de eventos, a fim de sabermos se é mesmo aquele 100% e se a incidência de eventos permite essa inferência estatística. E isso ainda não foi feito. A Indonésia acaba de relatar seus dados e a eficácia ficou em 65%

8. Isso significa que a CoronaVac é ruim e não deve ser tomada? Não. Ela deve ser tomada, sim. É feita com a técnica de vírus vivo inativado (o método mais seguro e que já usamos em muitas vacinas) e tem eficácia similar à da vacina da gripe. A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera que toda vacina acima de 50% é válida. O que teremos é uma MENOR chance de ela funcionar em relação às demais, que têm 95% de eficácia. Apenas isso. Nas condições atuais, de pandemia, toda vacina que tivermos é útil.

9. Com essa absurda disputa política entre Doria e Bolsonaro, quem sofre é o Brasil, que vai perdendo vidas. Doria tenta INFLAR a eficácia, para tornar a aprovação uma imposição; a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), por sua vez, vai cozinhando a aprovação com os rigores da... lei!

10. Vacinas para todos. É a única chance de criarmos uma imunidade de rebanho, salvarmos vidas e restaurarmos a economia. Até lá, mantenha o distanciamento social POSSÍVEL, use máscara, lave as mãos e use álcool-gel.



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