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Segurança

Organização alvo da Operação Grande Família movimentou mais de R$ 2 bilhões, segundo o Draco

16 de dezembro de 2020 | 17h 24
Organização alvo da Operação Grande Família movimentou mais de R$ 2 bilhões, segundo o Draco
Foto: Divulgação/SSP-BA

A organização criminosa alvo da Operação Grande Família, deflagrada, nesta quarta-feira (16), é suspeita de sonegar mais de R$ 50 milhões em impostos estaduais. De acordo com as investigações do Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado (Draco), divisão da Polícia Civil, a quadrilha fez movimentações financeiras de mais de R$ 2 bilhões. Segundo o Bahia Notícias, a Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA) informou que os repasses chamaram a atenção das autoridades, motivando o início das apurações.

A empresa Cerealista Recôncavo LTDA, atacadista do ramo de alimentos, é o principal alvo da Grande Família. No entanto, conforme o BN, outras seis empresas e um escritório de advocacia ligados à rede atacadista também estão implicados e sendo investigados: Felipe Mota dos Santos Eireli, Patrimonial Santo Expedito Eireli, Atacadão Recôncavo, Loteria Recôncavo LTDA, Distribuidora Alimentos Andaia e Tonel Comércio de Combustíveis LTDA.

Na manhã de hoje, a Operação, que contou com as equipes das SSP, da Secretaria Estadual da Fazenda (SEFAZ) e do Ministério Público (MP), cumpriu 11 mandados de busca e apreensão, em Salvador e Santo Antônio de Jesus.

Segundo o Bahia Notícias, na capital baiana, os investigadores vistoriaram imóveis em diversos bairros nobres, como Cidade Jardim, Barra, Corredor da Vitória, Horto Florestal e Alto do Itaigara. Foram apreendidos aparelhos eletrônicos, documentos e joias. Os equipamentos poderão ajudar nas investigações. 

Por determinação judicial, bens móveis e imóveis, avaliados em R$ 21 milhões, foram sequestrados. Os responsáveis pelas empresas também estão sendo investigados por crimes contra o fisco estadual, que estariam sendo cometidos desde 2010. “Passamos a acompanhar esse grupo a partir do mês de outubro deste ano. Entre 2012 e 2019, através de análise bancária, percebemos as transferências de grandes montantes entre os sócios, que são parentes, indicando a possibilidade de lavagem de dinheiro”, observou a delegada Larissa Barros, integrante da Coordenação Especializada de Combate à Corrupção e Lavagem de Dinheiro (CECCOR-LD), do Draco.

De acordo com o BN, o delegado Marcelo Sansão, diretor Draco, enfatizou que o padrão financeiro apresentado pelo grupo não condiz com o montante declarado oficialmente. “Vamos aprofundar as investigações e, se caso  confirmado o crime, indiciar os envolvidos”, afiançou.



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