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  • Feira de Santana, quinta, 02 de julho de 2020

Segurança

Em dois dias, tiros, facadas e acidentes causaram 64 internações no Clériston

23 de junho de 2015 | 17h 05

Os acidentes com motos são uma das principais causas das internações

Em dois dias, tiros, facadas e acidentes causaram 64 internações no Clériston
Situação é considerada alarmante pela direção do hospital

Os acidentes de carros e motos e a violência generalizada entre pessoas em Feira de Santana e cidades da microrregião estão contribuindo para o crescimento dos atendimentos no pronto-socorro do Hospital geral Clériston Andrade nos finais de semana. O fato está preocupando o diretor da unidade, José Carlos Pitangueira, e causando estresse nas equipes de plantão, compostas por médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, entre outros profissionais.

De acordo com Pitangueira, foram 51 pessoas internadas em decorrência de acidentes de trânsito e 13 vítimas de tiros e armas brancas, durante este fim de semana (sábado e domingo).

“É interessante que nesta segunda-feira de São João amanhecemos com o hospital com um número considerável de pessoas internadas. Chega a ser alarmante ter tanta gente atingida por tiros ou por lesões causadas por facas em um período de festa”, afirmou José Carlos Pitangueira. Na opinião dele, quem vai a uma festa armado é porque tem interesse em criar algum problema ou procurar briga.

Em uma única festa, segundo Pitangueira, cinco pessoas foram baleadas de uma vez. Ele afirma que isso é uma vergonha e faz um apelo. “Pessoal, por favor, deixem a arma em casa. Vocês vão brincar, vão beber e ainda armados”, lamentou Pitangueira.

O diretor também fez um apelo para que as pessoas se conscientizem de que devem conduzir veículos de forma responsável. “40% dos atendimentos dos finais de semana são provocados por acidentes de moto, pois as pessoas não usam capacete e nenhuma outra proteção. Além disso, conduzem esses veículos de sandálias e é comum as vítimas chegarem com fraturas principalmente nas pernas”, informou Pitangueira.

A situação também é preocupante a nível estadual. O secretário estadual de Saúde Fábio Vilas-Boas informou, em entrevista ao Jornal A Tarde, que os números de acidentes com motos e carros são assustadores. “Todas as segundas-feiras os hospitais estaduais fazem uma média de 300 atendimentos a pessoas acidentadas. Daí, a necessidade de se conscientizar a sociedade e de se taxar a indústria automotiva”.

FONTE: Acorda Cidade



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