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Saúde

Hospital Geral do Estado alerta para risco de queimaduras

22 de junho de 2015 | 17h 36
Hospital Geral do Estado alerta para risco de queimaduras
Hospital Geral do Estado é referência em tratamento de queimados na Bahia.

O mês de junho traz a magia do São João que impulsiona a venda de fogos de artifício e de bombas juninas na Bahia. Neste período também cresce o número de acidentes que resultam em queimaduras e, a depender da gravidade, podem até causar a morte de pessoas. Do último sábado até a manhã desta segunda-feira (20 a 22), o Hospital Geral do Estado (HGE), em Salvador, atendeu um caso de queimadura por fogos e oito decorrentes da explosão de bombas.

O diretor do HGE – referência em tratamento de queimaduras -, médico André Luciano Andrade, no entanto, alerta que o número tende a crescer. “Levando em consideração os anos anteriores, a gente percebe que a maior procura [por atendimento] ocorre após o encerramento da festa. Enquanto os festejos acontecem, as pessoas usam paliativos e não procuram [assistência] médica. O resultado é a complicação do ferimento”.

Diante disso, o HGE ressalta a importância de cuidados na hora da diversão junina, a exemplo da compra de fogos em locais autorizados. Outros procedimentos são obedecer às orientações do fabricante, contidas na embalagem, e nunca deixar criança soltar fogos sozinha.

Entre os dias 22 e 24 de junho de 2014, o Hospital Geral do Estado atendeu 41 pessoas, das quais 29 por queimaduras diversas, incluindo fogos de artifício, e 12 causadas por explosão de bomba. No ano anterior, a unidade registrou 45 atendimentos a vitimas - 19 por queimaduras diversas e 26 por explosão de bomba.

Pronto atendimento

De acordo com André Luciano Andrade, a Bahia possui diversas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) capacitadas para atender ocorrências de lesões consideradas leves. “Em casos mais graves, onde a vítima tenha [mais] de 20% do corpo queimado, os hospitais gerais de Salvador e de Santo Antônio de Jesus são a melhor escolha [para] o atendimento”. 

Segundo ele, a maioria das ocorrências acontece por conta da falta de cuidados em ambientes domésticos, tendo as crianças como principais vítimas. Por isso o médico orienta para que os pais fiquem mais atentos, principalmente, em relação ao comportamento dos filhos na cozinha. 

“É muito comum chegar crianças [no HGE] com o corpo quase todo queimado. E quando a gente procura saber, o que a levou àquela situação, percebemos que a criança mexeu em uma panela no fogão, por ingenuidade, e a panela acabou virando por cima dela. É necessário que os pais afastem os filhos de locais de risco”, enfatiza o diretor do hospital. 

Recomendações

O Hospital Geral do Estado tem equipe multidisciplinar de profissionais e toda infraestrutura necessária para prestar serviços de qualidade em emergência. Ainda assim, em muitas situações, antes da vítima chegar ao hospital, ela precisa de primeiros socorros. Ao contrario do que muitas pessoas acreditam, nenhuma substância deve ser passada no local da queimadura – a exceção é apenas água corrente. 

A recomendação é ressaltada a partir de ocorrências que a unidade atendeu. “Já vimos casos de pessoas passarem álcool, para não infectar, e até creme dental. Isso é contraindicado. Apenas a água limpa não causa danos. Segundo André Luciano, “após o primeiro socorro, a vítima deve ser encaminhada a alguma unidade hospitalar para receber atendimento médico profissional”. 

Dor e marcas

Um oficial de redes, que prefere ser citado pelas iniciais L.C.S, 53 anos, chegou ao HGE no último sábado (20) com 40% do corpo queimado. As lesões não foram causadas por fogos de artifício ou bombas juninas. Ele foi vítima de uma descarga elétrica enquanto trabalhava no município de Candeias, na Região Metropolitana de Salvador (RMS).

L.C.S conta que, ao chegar para atendimento no hospital, “a dor era terrível, o corpo todo ardia. Fui medicado e hoje [a dor] incomoda um pouco. A cada dia que passa estou me sentindo melhor”. 

Queimaduras também causaram muita dor e deixaram marcas no corpo e na alma do técnico eletricista Márcio Silva, 36 anos. Ele também sofreu acidente de trabalho, e hoje, com os pés e abdômen enfaixados, aguarda alta médica. “Quando [sofri] a descarga elétrica apaguei. Quando acordei já estava aqui no HGE. Fui bem atendido e hoje [os ferimentos] estão cicatrizando. Espero ficar bom logo”.

FONTE: SECOM- BA



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