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  • Feira de Santana, quinta, 13 de agosto de 2020

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Número de desempregados diante da pandemia tem alta de 26% em sete semanas, diz IBGE

17 de julho de 2020 | 14h 17
Número de desempregados diante da pandemia tem alta de 26% em sete semanas, diz IBGE
Foto: Reprodução
Depois de um leve recuo que interrompeu quatro semanas seguidas de alta, o desemprego diante da pandemia do novo coronavírus voltou a crescer e fez a taxa de desemprego atingir o maior percentual em dois meses. É o que aponta o levantamento divulgado nesta sexta-feira (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
 
De acordo com o IBGE, 12.428 milhões de pessoas estavam desempregadas na quarta semana de junho, 675 mil a mais que na semana anterior. Já na comparação com a primeira semana de maio, o contingente de desempregados no país aumentou em cerca de 2,6 milhões de pessoas - uma alta de 26% no período em sete semanas.
 
A taxa de desemprego ficou ficou em 13,1%, a maior registrada desde o começo de maio, quando era de 10,5%.
 
“Em relação a primeira semana de maio, o movimento também é de queda na população ocupada, aumento da desocupada e consequentemente aumento da taxa de desocupação. A população desocupada e em busca de ocupação aumentou 26%, em relação à primeira semana de maio”, apontou a coordenadora da pesquisa, Maria Lúcia Vieira.
 
A população ocupada passou de cerca de 84 milhões para 82,5 milhões - uma queda de cerca de 1,5 milhão em uma semana. Com isso, o nível de ocupação no país ficou em 48,5%, com queda tanto na comparação com a semana anterior (49,3%) quanto à primeira semana de maio (49,4%).
 
O IBGE destacou que, do total de trabalhadores ocupados, 8,6 milhões trabalharam de forma remota, o que representa 12,4% de trabalhadores não afastados do trabalho em virtude da pandemia. "Esse grupo segue estável desde a primeira semana de maio", destacou o instituto.
 
O levantamento foi feito entre os dias 21 e 27 de junho por meio da Pnad Covid19, versão da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua realizada com apoio do Ministério da Saúde para identificar os impactos da pandemia no mercado de trabalho e para quantificar as pessoas com sintomas associados à síndrome gripal no Brasil.
 
Apesar de também avaliar o mercado de trabalho, a Pnad Covid19 não é comparável aos dados da Pnad Contínua, que é usada como indicador oficial do desemprego no país, devido às características metodológicas, que são distintas.
 
Na última divulgação, a Pnad Contínua mostrou que, entre abril e maio, cerca de 7,8 milhões de postos de trabalho foram fechados no Brasil, chegando 12,7 milhões o número de desempregados no país. Os dados de junho serão divulgados pelo IBGE no dia 27 de julho.
 
Em relação à semana anterior, a Região Norte foi a que apresentou a maior variação do número de desempregados – 27% em uma semana. O Sudeste teve a segunda maior variação (6%) nessa base de comparação, seguida por Nordeste e Sul, com alta de 3% em ambas. O Centro-Oeste teve a menor alta, de apenas 1%.
 
Já na comparação com a primeira semana de maio, Sudeste e Nordeste lideram a alta no número de desempregados – respectivamente, de 31% e 29% em sete semanas. No Centro-Oeste, a alta foi de 25% no mesmo período, enquanto no Sul houve alta de 17%. A Região Norte foi a que teve a menor variação, de 14%.

FONTE: G1



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