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André Pomponet

E as propostas para Feira, candidatos?

André Pamponet - 09 de julho de 2020 | 14h 10
E as propostas para Feira, candidatos?
Foto: Reprodução
As eleições 2020 acontecerão em novembro. Primeiro e segundo turno ocorrerão, respectivamente, nos dias 15 e 29 daquele mês. A emenda constitucional que retardou a data do pleito também empurrou para adiante os prazos. As convenções partidárias, por exemplo, estão previstas para agosto e setembro. Nelas definem-se os candidatos e, a partir de então, começa a campanha propriamente dita. Com a pandemia do novo coronavírus, os ambientes virtuais ganharão importância. Em alguns casos, talvez determinem os resultados.
 
Apesar de toda a movimentação dos bastidores, no momento se fala pouco de eleição. É que as atenções estão voltadas para o combate à pandemia. A quantidade de contaminados cresce e os mortos se avolumam. Sobretudo porque o horror contou com o impulso nefasto irradiado a partir do Planalto Central. Lá, uma verdadeira confraria de mentecaptos vomita bestialidades, regurgita esgotos interiores, torna a pandemia um pandemônio.
 
Mas a Covid-19, lá na frente, vai embora. Na pior das hipóteses, o horror vai perder força. E há a expectativa do surgimento de uma vacina. Parece que ninguém acredita mais que jejum, genuflexões e patéticas orações vão varrer a pandemia num estalar de dedos. Passado o pior da Covid-19, o brasileiro vai se deparar com a urna eletrônica, com a obrigação de eleger prefeitos e vereadores.
 
É claro que o desempenho no combate à Covid-19 vai influenciar o voto naqueles prefeitos que tentam a reeleição. Só que é necessário ir muito além. O Brasil vai emergir arrasado da pandemia. O que é que os candidatos às prefeituras pretendem fazer, em nível local, para que se saia do atoleiro? O que pensam sobre a educação – entregue, em Brasília, a lunáticos e a fanáticos –, sobre a saúde cujos recursos encolhem, sobre a assistência social que claudica?
 
E mais: que impulso pretendem dar ao mercado de trabalho, à delicada questão ambiental – sob franco bombardeio dos milicianos virtuais –, à cultura, tão vilipendiada? Dispensável até mencionar a dramática situação da infraestrutura urbana em muitos lugares, inclusive aqui na Feira de Santana. Essas são dimensões que norteiam as intervenções da administração pública, que inspiram programas, projetos e ações dos governos.
 
Não falta pré-candidato à prefeitura de Feira de Santana aí na praça. Até agora, não ouvi nenhuma referência de qualquer deles sobre o que pretendem fazer. No máximo, alguns recorrem a chavões que serão repetidos à exaustão nos debates, nos programas e nas incursões junto ao eleitorado, que tendem a ser mais raras em 2020. Talvez aleguem que ainda há prazo para entregar o programa de governo à Justiça Eleitoral. É uma bela desculpa.
 
Confesso que tenho repisado o tema com insistência. Mas, ao contrário do que pensam os iracundos ultraliberais aí de plantão, sociedade nenhuma avança sem planejamento. E planejamento governamental se conhece de véspera, no período eleitoral. Quem não recorre a ele não tem rumo, por mais que esfregue a barriga no balcão do vetusto toma-lá-dá-cá...


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