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Bahia

Abrasce cobra reabertura de shoppings na Bahia

28 de maio de 2020 | 14h 55
Abrasce cobra reabertura de shoppings na Bahia
Foto: Divulgação

A Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce) tem cobrado de gestores de cidades baianas a reabertura dos estabelecimentos. No Brasil, dos 577 associados à entidade, 155 voltaram a funcionar em onze estados. Em entrevista, o coordenador regional da Abrasce, Edson Piaggio, defendeu a capacidade dos centros em seguir as recomendações de saúde.

Segundo ele, dos equipamentos reabertos, nenhum foi fator decisivo para o aumento de casos de pessoas infectadas pelo novo coronavírus (Covid-19). “Nos 7 mil reabertos no mundo e 155 no Brasil não houve aglomeração. A Abrasce acompanha diariamente, com relatórios. Está comprovado com estudos que o shopping é o ambiente comercial que tem a maior condição para cumprir protocolos. Os shoppings não contribuíram, até então para nenhum aumento da contaminação. Os shoppings têm um senso de responsabilidade, sabe que, se não tiver certeza do que esta fazendo, isso pode custar muito caro”, afirmou.

De acordo com ele, a Abrasce produziu um protocolo, embasado por especialistas da saúde, a fim de garantir as determinações que preservem a vida das pessoas. “Foi feito com autoridades sanitárias, professores de infectologia das universidades federais. A gente pode manter emprego, preservando o mais importante que é a vida”, declarou.

Ele não acredita que, caso seja determinado o funcionamento, a população corra para os centros de compras. “É um equivoco imaginar que, ao abrir o shopping, todo mundo que está em casa vai para o shopping. As pessoas estão preocupadas com a saúde”, opinou.

Para Piaggio, cidades do interior da Bahia, com baixos índices de contaminação, já deveriam ter reaberto os centros de compras “há muito tempo”. “Na Bahia, o que a capital fizer, todas as outras cidades vão fazer a mesma coisa. Em Goiás, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul, todos já têm shoppings abertos, independente da capital abrir ou não. Só quem demonstrou agora um pouco de autonomia foi Vitória da Conquista, que já tem um mês que ativou esse protocolo”, avaliou.

O coordenador da entidade no Nordeste lamentou mais uma vez o prejuízo no setor, que, em Salvador, as vendas, por meio de drive-thru, não chegam a 4% do que seria alcançado com os shoppings funcionando. “O lojista não consegue nem pagar as contas. É preciso entender que os shoppings não estão abertos. Até a manutenção do emprego é muito pequena. A gente pode manter emprego, preservando o mais importante que é a vida”, afirmou Edson Piaggio.

FONTE: Bahia.ba



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