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  • Feira de Santana, sexta, 29 de maio de 2020

Saúde

Número de profissionais de saúde contaminados com Covid-19 quase triplica em uma semana na Bahia

22 de maio de 2020 | 08h 46
Número de profissionais de saúde contaminados com Covid-19 quase triplica em uma semana na Bahia
Foto: Reprodução
O número de profissionais de saúde contaminados com coronavírus na Bahia quase triplicou no intervalo de uma semana. O boletim divulgado no dia 14 deste mês, pela Secretaria de Saúde do estado (Sesab), indicava 643 funcionários da área infectados pela doença. Nesta sexta-feira (22), sete dias depois, já haviam 1.852 trabalhadores diagnosticados com a Covid-19.
 
O número de profissionais de saúde contaminados representa um pouco mais de 15% dos 11.941 casos confirmados de coronavírus no estado. A enfermeira especializada em infectologia Olívia Palmeira conta que a situação tem criado um clima de apreensão entre os trabalhadores de hospitais e clínicas de saúde.
 
“Conheço algumas pessoas que foram diagnosticadas com a Covid-19. Os profissionais de saúde, de uma forma geral, por estarem mais expostos, estão com o psicológico mais apreensivo. Alguns não. Mas diria que a maioria está apreensiva em relação à situação de momento. A epidemiologia já tinha colocado para a gente que teríamos um aumento de casos em maio, na segunda quinzena, a gente esperava um aumento exponencial", disse a enfermeira, que trabalha no Hospital Cárdio Pulmonar.
 
"Os profissionais de saúde estão apreensivos por estarem na linha de frente. Esse número crescente de casos de profissionais de saúde gera um estresse na equipe, sem dúvida”.
 
De acordo com os dados apresentados pela Sesab, os técnicos em enfermagem são os profissionais de saúde mais contaminados por coronavírus na Bahia, com 490 trabalhadores infectados. 
 
Olívia Palmeira afirma que, por estarem em contato direto com os pacientes, os técnicos em enfermagem estão sob maior risco de contaminação. Portanto, é preciso que eles tenham acesso a equipamentos de proteção individual de qualidade.
 
“Quando a gente pensa na equipe básica multiprofissional, a gente vê o técnico de enfermagem mais inserido no contato direto com o paciente. Em 24 horas, ele vai ter muito mais contato que qualquer outro integrante da equipe. O técnico em enfermagem tem que dar banho, fazer higiene bucal, ministrar medicamento. Acredito que esse contato mais próximo deixa ele mais vulnerável", disse.
 
"Se não estiver usando equipamento de proteção individual de boa qualidade, o risco aumenta. Às vezes o profissional encontra dificuldade em pegar o equipamento, ou quando encontra, é de má qualidade”, declarou a enfermeira.
 
Além dos 490 técnicos ou auxiliar em enfermagem infectados, outros 321 enfermeiras ou enfermeiros também foram diagnosticados com a Covid-19, 222 médicos, 65 fisioterapeutas, 39 assistentes sociais, 34 farmacêuticos ou bioquímicos, 18 agentes comunitários de saúde, 17 psicólogos, 15 nutricionistas, 13 dentistas, 8 fonoaudiólogos, 4 agentes de combate a endemias e outras 606 pessoas de outras áreas da saúde, totalizando 1.852 profissionais.
 
Em nota, a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab) informou que os números são resultado do novo modelo adotado para registro de casos. Desde o último dia 16, entrou em operação um sistema desenvolvido pela Sesab, que integra bases de dados epidemiológicos e laboratoriais dos governos federal, estadual e municipais.
 
Ainda segundo a Sesab, o resultado é fruto de uma mudança para cima no patamar de casos notificados, que refletirão não mais apenas os casos confirmados laboratorialmente, mas também todos os casos confirmados por critério clínicos, testes rápidos e testes realizados em unidades privadas.

FONTE: G1



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