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Cultura

Cidades baianas preveem prejuízos com cancelamento do São João; em 2019, Senhor do Bonfim lucrou R$ 15 milhões

30 de abril de 2020 | 14h 23
Cidades baianas preveem prejuízos com cancelamento do São João; em 2019, Senhor do Bonfim lucrou R$ 15 milhões
Com o cancelamento das festas juninas da Bahia, como medida de combate à disseminação do novo coronavírus, muitos municípios preveem prejuízos, já que a renda gerada pelas festejos é alta.
 
Em Senhor do Bonfim, cidade do norte da Bahia, por exemplo, em 2019, a prefeitura fez um investimento de R$ 2 milhões e teve retorno financeiro de cerca de R$ 15 milhões. Quantia similar vai deixar de entrar nos cofres públicos devido a pandemia, neste ano.
 
A mesma cidade, no ano passado, contou com cerca de de 300 mil pessoas por dia, em cada noite de shows na cidade. A prefeitura não tinha fechado contrato este ano, mas já negociava com artistas como Flávio José, Adelmário Coelho e Alcimar Monteiro.
 
Em Jaguarari, também na região, a festa seria de 20 a 24 de junho. A prefeitura fez um investimento de R$ 1 milhão, em 2019 e tinha previsão de fazer investimento semelhante em 2020.
 
Na cidade de Ibicuí, sul da Bahia, muitas pessoas aproveitam o São João para faturar com o alguel de casas. De acordo com o Secretario de Administração do município, cerca de 500 casas são alugadas no período junino. Ou seja, 500 famílias vão ficar sem esse dinheiro extra.
 
Além disso, os locatários costumam reformar as casas para o aluguel mas, sem a expectativa dos festejos juninos, as reformas foram suspensas. Sem obras, as lojas de materiais de construção da cidade também já contabilizam prejuízos, além de deixar de realizar contratação e mão de obra para o período.
 
No sul da Bahia, as festas juninas também trazem grande retorno financeiro para cidades como Itajuípe, Porto Seguro e Eunápolis, que deixarão de contar com essa receita
 
Além da renda para os municípios, o cancelamento dos festejos deve provocar queda de 23% nas vendas das cidades, segundo a Federação do Comércio da Bahia (Fecomércio). Os setores mais atingidos, além da parte hoteleira e de aluguéis, deve ser supermercado e vestuário.
 
No sudoeste do estado, Vitória da Conquista, cidade com mais de 350 mil habitantes, segundo o IBGE, conta com a participação popular nos festejos juninos. Além disso, muitos turistas vão à cidade, não apenas para curtir o São João como comprar roupas. No município, todos os anos é realizado o Arraiá da Conquista.
 
Além da principal cidade da região, outros municípios do sudoeste baiano vão ter perda na economia, como Jequié, Itapetinga e Guanambi.
 
Na região do recôncavo baiano e cidades próximas a Feira de Santana, segundo município mais importante do estado, as festas juninas que se destacam ocorrem em cidades como Santo Antônio de Jesus, Amargosa, Alagoinhas, Itaberaba, Cruz das Almas e Feira de Santana.
 
Em Feira de Santana, cinco dos sete distritos do município contratam mais de 90 atrações durante o São João. A festa mais popular é o São João de São José, que acontece no distrito de Maria Quitéria.
 
Vale destacar que a suspensão das festas juninas em todas as cidades, mesmo aquelas que não têm casos de Covid-19, é para que pessoas de outros municípios não se desloquem e acabem "levando" o vírus para cidades.
 
Na Bahia, até a manhã desta quinta-feira (30), o número de pessoas infectadas pela Covid-19 passava de 2,6 mil, com 100 mortes.


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