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Cultura

A Casa Invisível, novo livro de poesia de Aurea Domenech, tem lançamento nesta sexta, em Salvador

Ísis Moraes - 12 de março de 2020 | 21h 21
A Casa Invisível, novo livro de poesia de Aurea Domenech, tem lançamento nesta sexta, em Salvador
Foto: Divulgação

A escritora carioca Aurea Domenech lança, nesta sexta-feira (13), na Academia de Letras da Bahia (ALB), em Salvador, seu mais novo livro de poesia. Publicado pela Editora 7Letras, A Casa Invisível é o sexto livro da escritora de ascendência catalã, sobrinha-neta de Salvador Dalí i Domenech, que já atuou como vice-cônsul em Singapura, tendo trabalhado também no setor cultural da Embaixada do Brasil no México.

De acordo com Miguel Falabella, ator, apresentador, dramaturgo, roteirista e diretor teatral carioca, a obra “é um convite ao sonho, matéria prima da boa poesia”. Ele diz tratar-se de uma poesia eminentemente lírica, mas também revestida de ironia e bom humor. “Neste livro, encontramos assertivas várias, mas também muitas questões que farão o leitor refletir sobre o momento que vivemos em nosso país e no mundo. Assim, ao tempo em que é profundamente lírica, esta coletânea de poemas trata de temas humanísticos e políticos, muitas das vezes com ironia e bom humor, traços marcantes dessa poeta que há tantos anos conheço, de quem sou amigo de infância e de cuja poesia sou fã”, observa.

Grande parte de A Casa Invisível foi escrito na Bahia, durante a estada da escritora em Salvador, em 2019. A obra tem prefácio de Dom Emanuel D´Able do Amaral, Arquiabade Primaz do Brasil, do Mosteiro de São Bento da Bahia e membro da ABL. “Há, também, neste belo livro, muitos sonetos, o que faz de Aurea uma grande sonetista, neste século em que a volta da Renascença se faz presente. A mostrar que sabe das coisas de seu ofício, Aurea tece, com a mesma destreza e sabedoria, sonetos decassílabos e dodecassílabos alexandrinos e estes últimos, por vezes, estrambóticos”, enfatiza o ator.

Conforme Falabella, “misturando versos sáficos a versos heroicos, Aurea demonstra toda a criatividade e inteligência que tem por dom. Em A Espada de Dâmocles, escrito às vésperas das últimas eleições presidenciais, previu alguns acontecimentos. Poesia é também profecia, aprendemos ao estudar o tema na universidade. No poema, escrito em versos livres, brancos, ela nos faz lembrar a lenda comentada por Cícero, que discorre sobre o ‘perigo iminente’: sobre a cabeça de Dâmocles pendeu a espada que Dionísio disse ter de enfrentar diariamente”, ressalta.

Dentre as várias vertentes pelas quais a poesia de Aurea Domenech transita, Miguel Falabella também dá destaque à temática social. “Como exemplo de poesia hugoniana (aos moldes de Victor Hugo) ou condoreira, como se chamou no Brasil, encontramos neste livro: liberdade poética; busca da justiça e da identidade nacional; poesia social. O nome Condoreirismo está associado ao condor e outros pássaros que voam alto e enxergam a grande distância, pois era assim que os poetas condoreiros pretendiam ser ao assumir a missão de mostrar o caminho da justiça e da liberdade para os ‘homens comuns’. Esse ‘resgate’ de um movimento literário é o mesmo percebido por Marcio Catunda, que assina o prefácio de seu livro Memórias na Chuva, dizendo: ‘Aurea Domenech instaura um novo Renascimento, reinaugurando, com Walt Whitman, a poesia da alegria’”, compara.

Ainda segundo Falabella, o último poema do livro, Versos ao Início de um Decênio, é mais um convite ao sonho. “É quando Aurea fala em um gênio da lâmpada, esse mito revestido de sonho, que trará para sempre a ‘paz mundial’ e, com ela, os remédios para todos os males. Os augúrios para o novo decênio estão expressos, neste último poema, em versos brancos, nos quais a poeta deixa fluir o seu desejo, contido nas demais páginas de A Casa Invisível: a volta de Roberto. E é assim, no teor de seu estro, que Aurea Domenech é, a uma, preocupada e contente com o mundo e com as pessoas que a cercam”, define.

SOBRE A AUTORA – Poeta premiada no Brasil, nos Estados Unidos e na África, Aurea Domenech é também ensaísta, contista, tradutora, advogada e artista plástica. Membro titular do PEN Clube do Brasil, filiado ao PEN Internacional de Londres, tem poemas publicados em antologias brasileiras e estadunidenses. Participa da coletânea Um Rio de Contos, primeira publicação de autores lusófonos, de acordo com o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa (AOLP), publicada pela Editorial Tágide, de Lisboa.

Fez cursos de extensão na Universidade Federal da Bahia (Ufba), em convênio com a Saint Joseph’s Pennsylvania, dos Estados Unidos, obtendo grau 10 em “Creative Writing”. Também foi aprovada com grau 10 – “sobresaliente”, máxima distinção acadêmica do Instituto Cervantes, por sua dissertação sobre o Meio Ambiente.

Como artista plástica, Aurea Domenech participou de exposições internacionais, muitas nos Estados Unidos, recebendo vários prêmios, no Brasil e naquele país. Estudou Fine Arts na School of The Art Institute of Chicago. Foi, também, designer do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), por vários anos.

O coquetel de lançamento está programado para começar às 19 horas. A Academia de Letras da Bahia está situada na Avenida Joana Angélica, 198, no bairro Nazaré.



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