Tribuna Feirense

  • Facebook
  • Twiiter
  • 55 75 99801 5659
  • Feira de Santana, quinta, 04 de junho de 2020

Economia

Petrobras perde R$ 67 bilhões em manhã de pânico na Bolsa

09 de março de 2020 | 14h 21
Petrobras perde R$ 67 bilhões em manhã de pânico na Bolsa
As ações da Petrobras chegaram a desabar mais de 25% nos primeiros negócios desta segunda-feira, maior queda da história dos papés, com a perda de valor superando R$ 81 bilhões no pior momento, na esteira do tombo do petróleo no exterior, onde as cotações chegaram a cair mais de 30% nesta segunda-feira. 
 
Após as negociações na Bolsa brasileira ficarem paralisadas por 30 minutos, durante o acionamento do mecanismo de circuit breaker, as ações de Petrobras voltaram a ter forte queda nesta segunda-feira, 9. Os papéis ON recuavam 22,69% e os PN, 24%, às 12h27, enquanto o Ibovespa perdia 8,92%, aos 89.259,77 pontos. Descontando o tempo de parada de pouco mais de meia hora, as ações foram negociadas por cerca de 45 minutos e, nesse tempo, a petroleira já perde R$ 67 bilhões.
 
 
Na mínima até o momento, Petrobras PN caiu 25,5%, a R$ 17, menor patamar intradia desde setembro de 2018, e Petrobras ON recuou 26,97%, a R$ 17,57, mínima intradia desde junho de 2018. Tal declínio representa uma perda de valor de mercado de R$ 80,9 bilhões.
 
A forte queda na cotação da commodity ocorreu após a Arábia Saudita ter sinalizado que elevará a produção para ganhar participação no mercado. Os sauditas cortaram seus preços oficiais de venda. O petróleo do tipo Brent segue em queda, embora menos intensa do que o observado mais cedo, com baixa de 18%, após a Arábia Saudita decidir aumentar a produção da commodity e reduzir os preços, movimento interpretado como retaliação à falta de acordo entre os membros da Organização dos Países exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) de cortes na produção
 
De acordo com um analista do mercado financeiro, a decisão da Arábia Saudita pode colocar em risco novos projetos da Petrobras, assim como seu plano de investimentos. Outro especialista aponta que se a queda do preço do petróleo no mercado internacional perdurar a geração de caixa da Petrobras será afetada.
 
Analistas do Bradesco BBI cortaram a recomendação para os papéis da Petrobras para 'neutra', reduzindo o preço-alvo das preferenciais para R$ 23,50 reais ante R$ 38 reais, para incorporar "um cenário de preço do petróleo mais pessimista em nosso modelo após a enorme decepção com a última reunião da Opep e as repercussões anunciadas pela Arábia Saudita".
 
O Goldman Sachs cortou sua previsão para os preços do petróleo Brent para o segundo e terceiro trimestres de 2020 para US$ 30 dólares o barril, "com possíveis quedas de preços para níveis de estresse operacional e custos de caixa bem próximos de 20 dólares o barril", conforme relatório a clientes ainda no domingo.
 
Analistas do BTG Pactual ponderaram que é difícil projetar qualquer cenário neste momento, acrescentando que seu panorama base consiste em preço do Brent em US$ 57,50 e dólar a R$ 4,25 reais, o que indicaria papel negociando abaixo de 5 vezes Ebitda, conforme nota a clientes.
 
"Mas sabemos que claramente existe risco de 'downside' nesse cenário (o que pode disparar revisões de previsões de lucros para baixo). Considerando o Brent no preço atual de 36 dólares, a ação estaria negociando a 9,2 vezes o Ebitda 2020."

FONTE: Época



Economia LEIA TAMBÉM

Charge da Semana

CHARGE DO BOREGA

As mais lidas hoje