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Segurança

Moro diz que PM da Bahia terá de explicar morte de miliciano Adriano da Nóbrega

12 de fevereiro de 2020 | 14h 23
Moro diz que PM da Bahia terá de explicar morte de miliciano Adriano da Nóbrega
Foto: Reprodução
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, afirmou nesta quarta-feira , 12, que a Polícia Militar da Bahia vai ter que explicar a morte do miliciano Adriano da Nóbrega. Moro, que participa de uma audiência na Câmara dos Deputados, foi questionado sobre por que o nome do ex-policial militar não constava na lista dos mais procurados divulgadas no fim de janeiro pela pasta.
 
Ao responder a pergunta, do deputado Paulo Teixeira (PT-SP), o ministro minimizou a questão e responsabilizou a PM da Bahia pelo caso.
 
“Essa questão da lista é uma questão falsa. Na verdade, não é uma lista de todos os procurados, é uma lista dos mais procurados. E na avaliação técnica que foi feita, essa pessoa específica não entrou. Se vê que sequer foi necessário, porque ela foi encontrada, poucos dias depois, pela polícia da Bahia. E lamentavelmente, as circunstâncias vão ser esclarecidas pela polícia daquele Estado, da Bahia, [ele] acabou sendo vitimado”, disse o ministro.
 
Esta foi a primeira vez que o ministro falou sobre o caso. Nóbrega é citado na investigação que apura a prática de “rachadinha” no antigo gabinete do senador Flávio Bolsonaro (sem partido-RJ) na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). O senador também se manifestou nesta quarta, pedindo que seja impedida a cremação do corpo do miliciano e que o fato seja elucidado.
 
Após a resposta do ministro, o deputado Henrique Fontana (PT-RS) pediu para que Fabrício Queiroz, envolvido no mesmo caso do gabinete de Flávio, seja colocado no programa de proteção de testemunha. "Nós queremos ouvir o que o Queiroz sabe sobre a rachadinha", disse.
 
Moro também rebateu a acusação de que o ex-PM estaria recebendo proteção por ter relações com a família do presidente Jair Bolsonaro e chegou a dizer que Nóbrega foi “assassinado”, pela “polícia de um Estado administrado pelo Partido dos Trabalhadores”.
 
“Ninguém protegeu essa pessoa. Se nós estivéssemos protegendo essa pessoa, então teríamos feito um péssimo trabalho. A pessoa foi assassinada. Assassinada não. Foi morta em confronto com a polícia. E veja, nem é a polícia do... Nem estou criticando a polícia lá. Não sei as circunstâncias. Isso vai ser apurado. Mas é a polícia de um estado administrado pelo Partido dos Trabalhadores", disse. 
 
O ministro voltou a afirmar que “quem ter que prestar esclarecimentos” é a polícia da Bahia. “Mas ninguém estava protegendo, tanto que essa pessoa foi encontrada”.


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