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Opinião: Aumento da passagem de ônibus em Feira

Tanúrio Brito - 13 de janeiro de 2020 | 14h 18
Opinião: Aumento da passagem de ônibus em Feira
A semana começa com o transporte coletivo mais caro em Feira de Santana. Com o respaldo do Decreto publicado no sábado, no Diário Oficial Eletrônico do Município, o novo valor será de R$ 3,78 para os serviços de transportes coletivos urbanos na sede do município, através do cartão Via Feira.
 
E com o pagamento em dinheiro/espécie, o valor da passagem será de R$ 4,15. O reajuste é superior a cinco por cento, 5,156% em relação a tarifa que vigorou ano passado. Como justificativa para o aumento, o setor alega a variação da inflação acumulada, aumento do óleo diesel e o reajuste salarial definido em convenção coletiva de trabalho.
 
Então prepare o bolso: passageiro que optar pelo pagamento com cartão eletrônico, pagará  R$ 3,78. E quem prefere pagar em dinheiro, vai precisar de R$ 4,15.
 
Nos distritos de Jaíba, Maria Quitéria, Matinha, Ipuaçu e Humildes, a tarifa adotada é mesma da sede do município. Sofrem variações os distritos de Bonfim de Feira, Jaguara e Tiquaruçu, nesse caso o valor da passagem passa a ser de R$ 4,65.
 
O passe estudantil que representa uma redução de 50%, terá o valor de R$ 1,89. Passe estudantil para os distritos de Bonfim de Feira, Jaguara e Tiquaruçu será de R$ 2,30. A meia passagem nos domingos e feriados,  valerá apenas para usuários que optarem pelo pagamento via cartão social do Sistema de Bilhetagem.
 
Outra informação: o vale transporte em uso terão validade de 30 dias a contar da data de vigência da nova tarifa. A partir do 31º dia da vigência do decreto, os créditos tarifários, serão convertidos e reais  e transformados em novos créditos levado em conta os novos valores de tarifa.
 
Todo ano essa história se repete.
 
As empresas de ônibus ganham o direito de cobrar mais caro, pela tarifa. Afinal de contas o reajuste das tarifas, está previsto em contrato e é necessário, segundo as empresas, para cobrir os custos de operação do sistema – custos que aliás, só crescem. A população, por sua vez, protesta e com razão, pois o orçamento das famílias e do trabalhador, já está muito pesado para suportar mais um acréscimo nas despesas.
 
No meio desse conflito, o governo praticamente só autoriza o reajuste discutido e definido em reunião do Conselho Municipal de Transporte. Não se vê uma medida que represente mudança nesse avanço contra o bolso do trabalhador. Por que é assim? Mudar representaria ameaças ao mandato ou às futuras candidaturas?
 
A verdade é que entre os passageiros, empresários do setor e trabalhadores do sistema de transporte público, ninguém está satisfeito.
 
O Sistema agoniza e todos saem perdendo: o operador sobrevive com dificuldades ou fecha as portas, usuários pagam por um serviço sem a devida qualidade, e o poder público segue arrastando um problema crônico e cada vez mais prejudicial à economia popular.
 
O cidadão/usuário é o mais prejudicado, ele deseja apenas utilizar o direito constitucional de ir e vir, mas no Brasil transporte coletivo, não tem subsídio, é financiado pela passagem cobrada diariamente do trabalhador. A conta do transporte público recai, essencialmente, sobre as classes sociais menos favorecidas.
 
Esse modelo tem mostrado ao longo do tempo que não é o ideal, está bem longe de ser o ideal. É falho e cai em um ciclo vicioso, no qual o aumento insuficiente da tarifa leva à ineficiência na prestação do serviço, com isso o passageiro se afasta, isso reduz a demanda, o que, por sua vez, exige novos reajustes. Os números não mentem. Cada vez mais diminui o número de passageiros que utilizam o transporte coletivo.
 
A população não pode e nem deve pagar a conta sozinha. Que os governantes façam alguma coisa para mudar essa cantiga da perua: de pior a pior.
 
Mais ônibus e menos ônus.


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