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Brasil

Polícia e prefeitura investigam morte de recém-nascida no hospital municipal de Itapira

06 de novembro de 2019 | 23h 13
Polícia e prefeitura investigam morte de recém-nascida no hospital municipal de Itapira
Foto: Reprodução
A Polícia Civil e a prefeitura de Itapira (SP) investigam a morte de uma recém-nascida no Hospital Municipal na madrugada de terça (5). O pai, um jovem de 18 anos, registrou boletim de ocorrência nesta quarta (6) em que alega que médica responsável pelo parto teria batido a cabeça da criança em uma mesa com instrumentos cirúrgicos assim que ela nasceu, vindo a óbito pouco depois.
 
A mãe, uma adolescente de 15 anos, estava com 8 meses e 6 dias de gestação quando entrou em trabalho de parto.
 
Em nota, o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) informou que "poderá abrir sindicância para apurar se houve indícios de má conduta ética e profissional."
 
Segundo o rapaz, a adolescente começou a apresentar muitas dores na noite do dia 4 de novembro, o que levou o casal ao hospital. Lá, a médica teria informado que a jovem estaria com "contrações de treinamento", com pouca dilatação, e que ofereceu remédio para dor.
 
Ainda de acordo com as informações fornecidas à Polícia e replicadas na rede social, o jovem conta que horas depois a companheira seguia com muitas dores e apresentou sangramento, fazendo com que eles voltassem a procurar a unidade de saúde.
 
O pai da bebê conta que ao retornarem, a médica fez os primeiros atendimentos e constatou aumento na dilatação, preparando a adolescente para o parto. O jovem destaca que a profissional estava "alterada", dizendo para a mãe "parar de gritar" e que ela estava "empurrando errado" durante o procedimento de parto.
 
No documento registrado na Polícia Civil consta ainda que o pai informa que a médica depois de "puxá-la pelo pescoço", virou a criança e "bateu com a cabeça na mesa de instrumentos cirúrgicos que estavam ao lado". E, após isso, a médica iniciou massagem cardíaca na recém-nascida e depois levou-a à incubadora, onde passou a respirar com ajuda de aparelhos, vindo a óbito cerca de 1 hora depois.
 
Delegado titular de Itapira, Anderson Cassimiro de Lima informou ao G1 que ouviu os pais nesta quarta e que iniciou o processo de investigação, onde aguarda informações do hospital e do laudo necroscópico da recém-nascida para decidir pela abertura ou não do inquérito.
 
Em nota, a Secretaria de Saúde de Itapira informa que está "empenhada em elucidar as dúvidas geradas em relação ao atendimento prestado durante a internação", que a investigação "segue em sigilo profissional", e que "confia na idoneidade de seus colaboradores".


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