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Número de mortos em protestos no Chile chega a 18, incluindo um menino de 4 anos

23 de outubro de 2019 | 14h 18
Número de mortos em protestos no Chile chega a 18, incluindo um menino de 4 anos
Foto: Reprodução
Parcialmente paralisado por uma greve geral nesta quarta-feira, o Chile voltou a registrar episódios de violência na noite passada. Enquanto milhares de pessoas marchavam pelas ruas de Santiago pedindo a revogação do estado de emergência, o governo chileno anunciava a morte de três pessoas nas últimas 24 horas, incluindo um menino de 4 anos.
 
Com a confirmação dos novos óbitos, o número total de óbitos durante as manifestações no país aumenta para 18 desde que as manifestações se intensificaram, na sexta-feira. Em resposta, o governo decretou estado de emergência, militarizando a segurança pública e decretando toque de recolher na região metropolitana de Santiago e outras grandes cidades.
 
Segundo o balanço do estado de emergência divulgado na manhã desta quarta-feira pelo subsecretário do Interior, Rodrigo Ubilla, três pessoas falaceram nas últimas 24 horas. Duas delas, inculindo a criança, foram supostamente atropeladas por um motorista aparentemente embrigado na cidade de San Pedro de la Paz, na província de Concepción.
 
A terceira vítima morreu em Maipú, na capital, em situação não esclarecida pelo governo. Sua família, no entanto, afirma que ele foi espancado pelas forças de segurança.
 
Segundo o subsecretário, foram registrados 169 episódios de violência e 54 protestos nas últimas 24 horas, "uma diminuição" quando comparado com os outros dias. Ele disse ainda que 1.571 foram detidas — 592 delas por desrespeitar o toque de recolher.
 
Ainda assim, de acordo com a rádio Bio Bio Chile, durante a madrugada desta quarta-feira, militares teriam realizado disparos a bala em um condomínio na região de Los Condes, em Santiago, após serem recebidos com pedradas. Três pessoas teriam sido baleadas.O Partido Comunista Chileno, por sua vez, denunciou "a detenção ilegal e arbitrária" e a perseguição política de membros da Juventude Comunista (JJCC), ala jovem do partido. Segundo a sigla, uma ação policial foi realizada dentro de um edifício sem que houvesse provocações ou violações ao toque de recolher. Foram detidos a porta-voz da Coordenação Nacional de Estudantes Secundários, Valentina Miranda, o responsável pela área estudantil da JJCC, Pablo Ferrada, e a militante Anaís Pulgar.


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