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Segurança

Caso Vitória: juiz fala sobre caso mais difícil da vida após sentença a réu

22 de outubro de 2019 | 14h 18
Caso Vitória: juiz fala sobre caso mais difícil da vida após sentença a réu
Foto: Reprodução
O juiz Flávio Roberto de Carvalho, que conduziu o primeiro Tribunal do Júri pela morte da adolescente Vitória Gabrielly Guimarães Vaz, de 12 anos, em Araçariguama (SP), afirmou que este caso foi o mais difícil em toda sua profissão.
 
"Rezo todos os dias pela Vitória. Esse foi o caso mais difícil da minha vida. Essa menina deveria ganhar nome de rua e ser homenageada todo dia. Ela deixou o DNA dela. Ela que deixou a prova para condenação”, afirmou.
 
O julgamento foi realizado nesta segunda-feira (21), no Fórum de São Roque (SP).
 
Após quase 11 horas, o servente de pedreiro Júlio Ergesse foi condenado a 18 anos por homicídio, 1 ano e 6 meses por ocultação de cadáver e 3 anos por sequestro. Com as qualificadoras de motivo torpe, meio cruel, recurso que impossibilitou a defesa e crime cometido para ocultar, a condenação chegou a 34 anos no total.
 
De acordo com o advogado de defesa do Júlio, Glauber Bez, ele irá entrar com recurso. "Não concordamos com a decisão, porque é contrária com o que tem no processo. Foi provado que ele não estava lá no evento morte", afirmou.
 
Além de Júlio, foi acusado pela morte da garota o casal Bruno Oliveira e Mayara Abrantes. Os dois ainda não tiveram a data do julgamento definida, pois a defesa entrou com recurso na Justiça para tentar impedir a decisão de júri popular. Com isso, o processo foi desmembrado.
 
Mayara, Bruno e Júlio foram presos acusados de participação direta na morte da menina. Os três estão na penitenciária de Tremembé, no Vale do Paraíba (SP). Eles já foram ouvidos pelas polícia e Justiça e negaram os crimes.
 
Vitória Gabrielly desapareceu na tarde do dia 8 de junho de 2018, quando saiu de casa para andar de patins, em Araçariguama.
 
Uma câmera de segurança registrou a menina na rua no dia do sumiço. O desaparecimento mobilizou buscas diárias com cães farejadores e policiais pela região.
 
A adolescente foi encontrada morta oito dias depois, em 16 de junho, em uma mata às margens de uma estrada de terra, no bairro Caxambu.
 
Segundo a polícia, a garota estava com os pés e as mãos atados e o corpo amarrado a uma árvore. Vitória usava a mesma roupa que vestia no dia em que sumiu e os patins foram encontrados perto do corpo.
 
A morte da menina comoveu a cidade de Araçariguama, que se mobilizou para encontrá-la. Cerca de duas mil pessoas participaram do enterro no cemitério da cidade.
 
O inquérito que investigou a morte da adolescente contém 1.774 páginas e foi encaminhado à Justiça no ano passado. Dias depois, a Polícia Civil abriu um segundo inquérito para realizar buscas pelo suspeito de integrar a cúpula do tráfico de drogas na região e que estaria envolvido no crime.
 
Na época do crime, a polícia apurou que Vitória foi raptada por engano para que uma dívida de drogas fosse quitada. A menina teria sido morta depois que os criminosos perceberam que estavam com a pessoa errada.

FONTE: G1



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