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Com dívida bilionária, Forever 21 pede recuperação judicial nos Estados Unidos

30 de setembro de 2019 | 14h 01
Com dívida bilionária, Forever 21 pede recuperação judicial nos Estados Unidos
Foto: Reprodução
A rede de lojas de vestuário jovem Forever 21 informou na noite deste domingo que pediu recuperação judicial nos Estados Unidos. Com isso, a varejista pede uma trégua para pagar credores, de modo a poder reestruturar seu negócio e, assim, evitar a falência.Fundada em 1984, a empresa tem mais de 800 lojas nos EUA, Europa, Ásia e América Latina, inclusive no Brasil. Segundo o jornal americano Wall Street Journal, 350 delas serão fechadas, sendo 178 nos Estados Unidos.
 
De acordo com a Bloomberg, o plano prevê o fechamento da maioria dos pontos de venda na Ásia e na Europa. Na América Latina, a intenção é manter a operação, mas não está claro se a rede vai fechar alguma de suas lojas no Brasil, onde iniciou as atividades em 2014.
 
Desde aquele ano, a rede abriu 15 unidades no país, mas já vinha freando sua expansão por aqui, segundo informou o colunista de O Globo Lauro Jardim . Um reflexo das dificuldades que vem enfrentando.
 
A Forever 21 se tornou alvo de rumores nos últimos meses de que estava à beira de uma recuperação judical . Seu cofundador, Do Won Chang, vem tentando manter o controle acionário do grupo, o que vinha limitando suas opções para levantar fundos para evitar a a quebra.
 
A rede não conseguiu fechar um acordo que daria a seus dois maiores locadores em shoppings, o Simon Property Group e a Brookfield Property Partners LP, uma participação na empresa, de acordo com pessoas com conhecimento da situação.
 
Documentos enviados pela empresa ao tribunal de falências do distrito de Delaware, nos EUA, mostra que a Forever 21 estimou dívidas entre US$ 1 bilhão e US$ 10 bilhões. A empresa acionou o Capítulo 11 da lei americana de falências, que equivale à recuperação judicial no Brasil.
 
Com isso, a empresa, que é sediada em Los Angeles, continuará a operar enquanto trabalha em um plano para pagar seus credores e fazer uma reestruturação dos seus negócios.
 
Recentemente, a empresa obteve US$ 275 milhões em financiamento de credores como JPMorgan e Chase & Co., além de US$ 75 millhões em capital novo de fundos liderados pelo TPG Sixth Street Partners.
 
“O financiamento de JPMorgan e TPG Sixth Street Partners vai suprir a Forever 21 com o capital necessário para empreender mudanças críticas nos Estados Unidos e no exterior para revitalizar nossa marca e impulsionar nosso crescimento, permitindo que possamos honrar nossas obrigações com clientes, fornecedores e empregados”, afirmou Linda Chang, vice-presidente executiva da Forever 21 em comunicado.
 
A Forever 21 se tornou uma das lojas favoritas das adolescentes nos anos 2.000 nos Estados Unidos, ao oferecer roupas similares às de grandes marcas de moda a preços acessíveis. Mas as sacolas de compra amarelas da rede passaram a ser raridade nas ruas quando consumidores da Geração Z - nascidos a partir de 1998 - migraram rapidamente para o comércio eletrônico e marcas de streetwear nos últimos anos.
 
Competindo com empresas como H&M e Zara, a rede iniciou uma expansão agressiva no setor de roupa masculina e calçados após a crise econômica de 2008.  Analistas, no entanto, consideram que a Forever 21 falhou no momento de reagir ao avanço das vendas on-line, assim como ao impacto da mudança de atitude dos consumidores pelo impacto no meio ambiente das redes 'fast fashion' e sua preocupação com as condições de trabalho nas fábricas que elaboram seus produtos.
 
Em 2017, o faturamento da rede foi de cerca de US$ 3,4 bilhões (cerca de R$ 14,15 bilhões) e emprega mais de 30 mil trabalhadores, de acordo com os dados mais recentes coletados pela revista Forbes.
 

FONTE: O Globo



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