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  • Feira de Santana, domingo, 22 de setembro de 2019

César Oliveira

Rui afirma que UEFS gasta o dobro das outras universidades em contrato de vigilância

22 de maio de 2019 | 09h 16
Rui afirma que UEFS gasta o dobro das outras universidades em contrato de vigilância
Reitor da UEFS

No calor da greve de professores que atinge as universidades estaduais há um mês, o governador Rui Costa deu uma declaração grave, nessa  segunda feira. Ele falou sobre a gestão do contrato de vigilância da Universidade  Estadual  de Feira de Santana. Algo que requer um esclarecimento imediato  do reitor reeleito- e, enfim, nomeado-,  Evandro do Nascimento.

Na verdade, pode até ser visto como uma denúncia, a informação dada pelo governador à  Rádio Metrópole e reproduzida  no site Política Livre. Ele afirmou que a UEFS gasta o dobro, na contratação do serviço de vigilância da instituição,  em comparação com as outras universidades estaduais, embora com demanda menor. A declaração do governador:

"... Vejo que na UEFS se gasta o dobro com vigilância do que nas outras universidades. Só tem um campi. Gasta mais que Conquista, que tem três. Gastar o dobro com empresa de vigilâncias melhora educação? Isso pra mim é desperdício de dinheiro público”.

Não deixa de impactar, uma informação dessa natureza. Qual seria a justificativa da reitoria da UEFS, com um campi, para pagar o dobro que o valor da Universidade Estadual do Sudoeste, em Vitória da Conquista, que tem mais de um campi? É preciso, de fato,  um esclarecimento, que  os dados dos valores sejam publicados, em ambas  Universidades, para que  vejamos se o governador tem razão ou se a UEFS tem seu gasto justificado.  O governador afirmou que considera desperdício público a escolha do investimento o que torna a recondução do Reitor, autor do contrato, uma contradição e sinaliza um relacionamento complicado. Anteriormente, o Reitor, havia sinalizado que o contingenciamento de verbas nas  universidades da Bahia, era igual ao que o governo federal estava fazendo.

O governador também disse que a greve dos professores das universidades seria "partidarizada", o que na verdade, não é, até porque estamos distante de período eleitoral.  Ao afirmar isto, ele compra o tipo de discurso  equivocado empregado por governadores anteriores,  seus adversários, e que a esquerda tanto combatia.

A greve, já longeva, vai se convertendo no mais desafiador enfrentamento do governo, e precisa ter canais de mediação realmente efetivos.



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