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Velejadores brasileiros que estavam presos em Cabo Verde são soltos e vão responder em liberdade

07 de fevereiro de 2019 | 16h 21
Velejadores brasileiros que estavam presos em Cabo Verde são soltos e vão responder em liberdade
Foto: Reprodução
Os velejadores brasileiros que tinham sido presos em Cabo Verde, na África, suspeitos de transportarem uma tonelada de cocaína em barco foram soltos na tarde desta quinta-feira (7). Daniel Guerra, Rodrigo Dantas e Daniel Dantas vão responder pelo processo em liberdade. Ainda não há data para o novo julgamento.
 
Eles estavam presos após condenação por tráfico internacional de drogas. Os brasileiros foram detidos em 2017 e condenados a 10 anos de prisão em março de 2018. Daniel Guerra, Rodrigo Dantas e Daniel Dantas ficaram presos durante 18 meses e alegam inocência. Uma investigação feita pela Polícia Federal brasileira também aponta a inocência dos velejadores.
 
A Justiça de Cabo Verde determinou anulação do julgamento dos velejadores brasileiros presos em dezembro do ano passado, mas a sentença só foi anulada em janeiro deste ano. A defesa dos velejadores não informou se eles vão poder voltar ao Brasil, para responder ao processo.
 
A PF chegou a emitir uma nota de repúdio contra o Ministério Público da Comarca de São Vicente, em Cabo Verde, após um representante do órgão afirmar nos autos de uma ação penal que o inquérito da PF seria uma "manobra" para inocentar os velejadores.
 
De acordo com a defesa dos brasileiros, na segunda-feira (4), eles receberam um documento que informava que o processo tinha caído da segunda para a primeira Instância, sendo recebido pelo juiz Antero Tavares, o mesmo que condenou os três a dez anos de prisão.
 
Nesta quinta-feira (7), o juiz emitiu uma documentação determinando a soltura do trio, de acordo com o Código de Processo Penal do país, conforme os apontamentos feitos pelos advogados das partes.
 
Os velejadores brasileiros que estavam com o barco foram acusados de tráfico internacional de drogas pela Justiça de Cabo Verde. Foram condenados os baianos Rodrigo Dantas e Daniel Dantas, além do gaúcho Daniel Guerra e o capitão da embarcação, de naturalidade francesa, Olivier Thomas.
 
Os familiares dos brasileiros, no entanto, afirmam que eles não sabiam que a droga estava no barco, que tinha o nome de Rich Harvest.
 
Antes de sair do Brasil em agosto, o veleiro passou por inspeções da Polícia Federal em Salvador e em Natal. O barco foi liberado sem que nenhuma irregularidade fosse encontrada, mas na Ilha de Mindelo, em Cabo Verde, foi mais uma vez inspecionado e a droga encontrada.
 
Dois ingleses que seriam donos do barco apreendido com velejadores brasileiros em Cabo Verde, na África, foram presos em 2018. Robert James Delbos foi detido em junho, na Espanha, já George Eduard Soul, que é conhecido como George Fox, foi preso em agosto, na Itália.
 
George Fox foi solto menos de um mês depois de ser detido. Na época, a PF não soube informar qual a alegação utilizada pela Justiça italiana para liberar o homem. O mandado de prisão contra ele, expedido no Brasil, continua válido e a difusão vermelha da Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol) - alerta internacional expedido por autoridades judiciais para fins de extradição de pessoas procuradas pela justiça criminal - continua ativa. Dessa forma, segundo o órgão, ele pode ser preso novamente em outro país.


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