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Saúde

Programa de Residência Médica do HGCA já capacitou mais de 350 médicos

Vanessa Testa - 24 de outubro de 2018 | 15h 37
Programa de Residência Médica do HGCA já capacitou mais de 350 médicos
Foto: Ascom/HGCA

Iniciado em 1991, o Programa de Residência Médica (RM) do Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA) é referência em Pós-Graduação na Bahia. O hospital possui convênio com o Ministério da Educação (MEC) e, atualmente, oferece cursos nas áreas de Clínica Cirúrgica e Clínica Médica. Anteriormente, o HGCA chegou a disponibilizar RM em Clínica Pediátrica e em Obstetrícia e Ginecologia.

A Pós-Graduação é oferecida através da Comissão de Residência Médica (Coreme), na modalidade de ensino Lato Sensu, com duração média de dois anos. Ao longo de 27 anos de funcionamento, mais de 350 médicos já foram capacitados nos cursos de Especialização do HGCA.

Anualmente, são oferecidas oito vagas, sendo quatro de Clínica Médica e quatro de Clínica Cirúrgica. De acordo com o cardiologista Francisco Freitas, coordenador geral da Coreme, essas especializações são pré-requisitos para a atuação em outras áreas da medicina. “Para fazer Nefrologia, Cardiologia ou Endocrinologia, por exemplo, o médico deve ter, primeiro, formação em Clínica Médica. Só então ele pode seguir para a segunda Especialização”, explica.

O médico diz que um dos maiores orgulhos dos professores que atuam no Programa é, justamente, ver os egressos da Residência Médica do HGCA aprovados em outras Especializações. “É uma honra, para nós, constatar que todos os alunos que passaram por aqui obtiveram êxito em provas de outras especialidades. Isso é sinal de que o aprendizado adquirido nesse hospital foi mais que satisfatório”, comemora.

O contato com pacientes em diferentes estados de saúde e oriundos de centenas de municípios baianos também são diferenciais da Residência Médica do HGCA. Durante o período de formação, os residentes podem observar de perto e acompanhar a evolução de pacientes que apresentam desde enfermidades e sintomas mais leves, como febre e mal-estar, até quadros mais graves, como os provocados por politraumatismos.

Dessa forma, além de desenvolverem habilidades e adquirirem destreza e mais conhecimentos científicos, podem exercitar a parte ética e aperfeiçoar a humanização, fatores essenciais à formação de todo médico e bastante enfatizados durante todo o período de Residência Médica.

Os residentes recebem uma bolsa-auxílio e, durante a formação no HGCA, precisam cumprir uma Carga Horária de 60 horas semanais. As diversas áreas do hospital funcionam como salas de aulas. Os médicos participam de atividades teórico-práticas, através do atendimento de pacientes. Enfermaria, Ambulatório, Emergência, UTI e Centro Cirúrgico são alguns dos locais que os residentes mais permanecem, de acordo com suas especialidades.

Para comemorar a formação dos especialistas, desde 2016, passaram a ser realizadas cerimônias formais. Atualmente, as solenidades de outorga de grau já fazem parte do calendário oficial de eventos do HGCA.

PIONEIRISMO – O Hospital Clériston Andrade foi a primeira unidade de saúde do interior da Bahia a oferecer cursos de Residência Médica. E, desde o primeiro ano de funcionamento, o programa obteve reconhecimento em eficácia, planejamento e estruturação, por parte da Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM).

De acordo com o coordenador da Coreme, os médicos capacitados no HGCA saem prontos para atuar nas suas respectivas áreas, uma vez que “são acompanhados, durante os dois anos do curso, por médicos de elevada qualificação ética e profissional”.

Francisco Freitas salienta que o crescimento do HGCA se deve, em grande parte, à área científica. “O Clériston é um hospital-escola que oferece formação tanto em nível de Graduação (para estudantes da Uefs), quanto em nível de Pós-Graduação, o que faz dele um Hospital de Ensino de Referência em toda a Bahia”, ressalta.

MELHORIAS – Tudo o que acontece no HGCA impacta diretamente no seu Programa de Residência Médica. Por isso, com a reforma da Emergência, a RM também obteve ganhos. Além de contar com um espaço melhor estruturado para a realização de atendimentos, os residentes também foram beneficiados pela aquisição de novos e importantes equipamentos, como os aparelhos de ecocardiograma e tomografia. Com isso, podem intensificar ainda mais a investigação de doenças, a fim de fornecer um suporte maior à terapêutica dos pacientes.



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