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  • Feira de Santana, quarta, 19 de setembro de 2018

Brasil

IDH: brasileiras estudam mais, mas ganham menos que homens

14 de setembro de 2018 | 17h 00
IDH: brasileiras estudam mais, mas ganham menos que homens
Foto: Reprodução
As mulheres brasileiras vivem mais e têm mais anos de escolaridade que os homens, mas têm menos desenvolvimento humano. Isso porque recebem muito menos por sua força de trabalho. Dados divulgados pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) mostram que a renda das mulheres no país é 42,7% menor que a dos homens. Pelo conceito de renda nacional bruta per capita, eles ganham US$ 17.566 por ano, enquanto elas ficam com US$ 10.073.
 
As brasileiras vivem 7,2 anos a mais, têm 8 anos médios de estudo (contra 7,7 anos dos homens) e expectativa de passar 15,9 anos na escola (contra 14,9 anos dos homens). Mesmo assim, devido à renda inferior, têm um Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) equivalente a 0,755. Para os brasileiros, o indicador é de 0,761. Quando mais próximo de 1, maior é o desenvolvimento.
 
Segundo o Pnud, o Brasil é um dos países com elevada desigualdade de gênero. Está na 94ª posição num ranking que inclui 160 nações para as quais foi calculado o Índice de Desigualdade de Gênero (IDG). O país onde a situação entre homens e mulheres é mais equilibrada é a Suíça. Já a maior desigualdade está no Iêmen. O indicador inclui dados como taxa de mortalidade materna, gravidez na adolescência, participação no parlamento e no mercado de trabalho.
 
No Brasil, as mulheres possuem apenas 11,3% dos assentos no Congresso Nacional. O Níger, país com o pior desenvolvimento humano, tem uma taxa maior, de 17%. A participação feminina no parlamento brasileiro é a menor da América do Sul e a terceira pior da América Latina, perdendo apenas para Belize (11,1%) e Ilhas Marshall (9,1%). Na Noruega, maior IDH do mundo, as mulheres detêm 41,1% dos assentos no parlamento. No Iêmen, a taxa de é de apenas 0,5%.
 
Mais mulheres (61%) concluem o ensino fundamental do que homens (57,7%) no Brasil, mas têm menor participação no mercado de trabalho. Elas ficam com 53,2% enquanto eles têm 74,7%. Na saúde, 44 brasileiras morrem para cada 100 mil nascidos vivos. E para cada 1.000 jovens entre 15 e 19 anos, 61,6 são mães durante a adolescência.
 
Em maior ou menor grau, a desigualdade de gênero é generalizada no mundo. Segundo o Pnud, o Índice de Desenvolvimento Humano das mulheres é, em média, 6% menor do que o dos homens. Nas nações de baixo desenvolvimento humano, o percentual é de 14%. Em todas as regiões, o desemprego é maior entre as mulheres do que entre os homens. Em nível global, essas taxas são 24% mais altas que a dos homens.

FONTE: O Globo



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