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Brasil

Ministro Jungmann diz que há pistas envolvendo disputa por cargos políticos na investigação da morte de Marielle

10 de agosto de 2018 | 15h 30
Ministro Jungmann diz que há pistas envolvendo disputa por cargos políticos na investigação da morte de Marielle
Foto: Reprodução
O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, voltou a falar sobre a investigação do assassinato de Marielle Franco nesta sexta-feira (10). Ele afirmou haver pistas que apontam para uma possível disputa política como motivação para o crime, que acabou também com a morte do motorista da vereadora, Anderson Gomes, em 14 de março.
 
Jungmann não citou nomes e não quis dar mais detalhes para não atrapalhar o andamento da apuração, mas confirmou que há suspeita de envolvimento de agentes públicos e políticos.
 
"As informações é que temos o envolvimento de agentes públicos e também de políticos (...) Existem várias pistas, desde disputas até a questão de ocupação de cargos, mas prefiro não avançar porque acho que, se a gente passar de um certo momento, a gente termina contribuindo negativamente para o avanço das investigações que estão caminhando", disse Jungmann.
Jungmann disse ainda, citando um caso hipotético, que políticos têm mais capacidade de resistir à investigação. No entanto, apostou na conclusão do inquérito.
 
"Não tenha a menor sombra de dúvida de que não há nada que impeça a intervenção [federal na segurança do Rio] e a equipe que lá está de denunciá-los, a todos".
A TV Globo mostrou, na quinta (9), que houve uma reunião para discutir a suspeita da participação de três deputados do MDB envolvidos na Lava Jato no crime: Jorge Picciani, Edson Albertassi e Paulo Melo. Todos eles negam. A suposta ligação com os emedebistas foi discutida no dia 14 de junho.
 
Participaram da reunião dois delegados da Divisão de Homicídios, procuradores do Ministério Público Federal e o deputado Marcelo Freixo (PSOL), que foi chefe de Marielle. Fontes do Ministério Público Federal confirmaram o encontro para equipe da TV Globo, assim como Freixo – a Polícia Civil não comentou. Ao RJ2, o deputado cobrou investigação da Divisão de Homicídios.
 
"Essa reunião aconteceu. Nós conversamos no Ministério Público, porque os delegados da investigação do caso da Marielle queriam saber se nós havíamos conversado, no período da denúncia que fiz aqui na Assembleia Legislativa contra o deputado [Edson] Albertassi, na sua indicação ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ)."
 
Albertassi foi indicado pelo governador Luiz Fernando Pezão (MDB) ao cargo de conselheiro do TCE. Publicamente, Freixo se manifestou contra a indicação.
 
Em nota, Picciani afirmou que a acusação feita por Freixo é irresponsável. Disse ainda que, graças a seu apoio, a CPI das Milícias existiu e que nunca levantou a voz contra qualquer pessoa em sua vida política e nem praticou nenhum ato de violência, além de sempre ter condenado o uso da força.
 
Albertassi classificou a acusação como mentirosa e afirmou que a sessão da votação da indicação dele a uma vaga no TCE foi suspensa pela presidência da Alerj. O emedebista disse que vai recorrer à Justiça. A defesa de Paulo Melo ainda não foi localizada.

FONTE: G1



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