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Saúde

Espírito Santo já tem mais de 100 casos confirmados de malária; uma pessoa morreu

Da Redação - 09 de agosto de 2018 | 12h 18
Espírito Santo já tem mais de 100 casos confirmados de malária; uma pessoa morreu
Foto: Reprodução

Um surto de malária vem crescendo e se espalhando pelo Brasil. O Espírito Santo é um dos estados com maior incidência da doença. Segundo o G1, mais de 100 casos já foram confirmados, até a noite desta quarta-feira (8). A informação é do laboratório montado em Vila Pavão, município localizado a 286 quilômetros da capital, Vitória. A cidade concentra a maior quantidade de registros, até o momento. São 86 casos confirmados. Barra de São Francisco, que está a 264 quilômetros da capital, tem 20 casos.

Mais comum em estados da região Norte do Brasil, a malária é uma infecção dos glóbulos vermelhos do sangue, transmitida pela picada da fêmea do mosquito Anopheles stephensi (popularmente chamado de mosquito prego), quando infectada por algum dos cinco protozoários do gênero Plasmodium.

Os principais sintomas da doença são: calafrios, febre alta (contínua, no início; e com frequência de três em três dias, depois), sudorese intensa, tremedeira, vômitos, fortes dores de cabeça e musculares, taquicardia, aumento do baço e, em alguns casos, delírios.

No caso de infecção por Plasmodium falciparum, forma mais grave da doença, também existe uma chance em dez de se desenvolver o que se chama de malária cerebral, responsável por cerca de 80% dos casos letais. Além dos sintomas correntes, podem aparecer ligeira rigidez na nuca, perturbações sensoriais, desorientação, sonolência, excitação e convulsões, podendo levar o paciente ao coma.

FORÇA-TAREFA – Assim como o Aedes aegypti – vetor de transmissão dos vírus da dengue, zika, chikungunya e febre amarela urbana –, o transmissor da malária também se reproduz em água parada. Por isso, de acordo com o G1, uma verdadeira força-tarefa foi montada na cidade de Vila Pavão. Além do laboratório, que realiza o exame e entrega o resultado em cerca de 30 minutos, agentes de endemias estão percorrendo o município com carros fumacê e colocando inseticidas diretamente nos locais onde os mosquitos estão.

Mas a participação da população no processo de contenção da doença também é imprescindível. Os agentes pedem que todos os moradores das áreas de risco realizem o exame que identifica a malária. Quem não tem os sintomas também precisa fazer o teste. O secretário municipal de Saúde, Cláudio da Cruz Oliveira, explica que os protozoários podem permanecer em estado de latência, no corpo da pessoa, sem manifestar-se por algum tempo, daí esse controle ser essencial no combate à doença.

Os moradores das áreas afetadas também estão recebendo repelentes e sendo orientados a usar calças compridas e camisas de manga longa, a fim de diminuir a ocorrência da picada do inseto. Outras medidas também são importantes e podem ajudar a evitar uma epidemia: uso de inseticidas, em spray, nas casas e em suas respectivas áreas externas (sobretudo os que contêm permetrina ou piretrina); colocação de telas em portas e janelas; uso de mosquiteiros sobre as camas; e a aplicação de repelentes que contenham DEET (dietiltoluamida) em áreas expostas da pele.

SITUAÇÃO DE EMERGÊNCIA – Ainda segundo o G1, além dos registros confirmados, uma pessoa morreu, por causa da malária, na cidade de Vila Pavão: o idoso Ailton Pereira da Silva, de 76 anos. Essa foi a primeira vez que o Espírito Santo registrou a ocorrência da forma mais grave da doença. Em função disso, e por conta da quantidade de casos, a prefeitura decretou situação de emergência, na última segunda-feira (6), e proibiu a realização de eventos festivos, religiosos e esportivos por 30 dias. A medida visa impedir que a doença se alastre.

A Secretaria Estadual de Saúde, por sua vez, disse que ainda não há riscos de a doença se espalhar. O secretário Ricardo de Oliveira enfatizou que o órgão está investigando como os casos começaram, já que a incidência do parasita que causa a forma mais perigosa da doença não é comum no estado, apenas na região Amazônica. A hipótese mais provável, segundo ele, é que alguém de fora, infectado, tenha visitado a localidade.



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