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Esporte

CBF testa versão econômica do árbitro de vídeo na Copa do Brasil

01 de agosto de 2018 | 08h 56
CBF testa versão econômica do árbitro de vídeo na Copa do Brasil
Foto: Reprodução - CBF

Com uma versão enxuta e metade das câmeras utilizadas na Copa do Mundo da Rússia, o árbitro de vídeo será testado pela primeira vez em uma competição nacional nesta quarta-feira (1º).

O VAR (sigla em inglês de video assistant referee ou árbitro assistente de vídeo) é a principal novidade das quartas de final da Copa Brasil, que estreia com os confrontos de Santos e Cruzeiro, na Vila Belmiro, e Corinthians e Chapecoense, no Itaquerão.

A principal diferença em relação ao sistema utilizado no Mundial na Rússia está no número de câmeras.

Enquanto em todos os jogos da Copa haviam 35 (33 na fase de grupos), o VAR no Brasil vai ter de 14 e 16, dependendo dos estádios.

Segundo a CBF, é o número suficiente para o sistema operar sem problemas e que atende ao protocolo da Ifab (International Football Association Board), órgão que regulamenta as regras do futebol.

“A Fifa tem milhões e milhões de dólares e pode colocar 200 pessoas para trabalhar. A Ifab recomenda que seja no mínimo quatro câmeras filmando o jogo e estamos com 14 a 16 câmeras. Está tudo dentro do protocolo. Desde os treinamentos dos árbitros, a aprovação dos campos, os treinamentos de supervisores”, disse Manoel Serapião, coordenador do árbitro de vídeo no Brasil.

O custo da operação na Copa do Brasil será de R$ 50 mil por jogo, ou R$ 700 mil até a final da competição. A Broadcast será a empresa responsável por estruturar o árbitro de vídeo nas partidas, após ganhar a concorrência promovida pela CBF, que contou com dez postulantes a fornecedor do serviço.

O sistema será alimentado com as imagens da transmissão da TV Globo —utilizadas também pela Fox—, dona dos direitos de exibição do torneio.

Não haverá nenhuma geração de imagens exclusivas para os árbitros de vídeo. Mas, segundo a empresa, ela está colaborando com a CBF para que a entidade possa utilizar as imagens no VAR. 

“As decisões e análises feitas pelo VAR, a partir das imagens, são de responsabilidade da equipe designada pela CBF”, informa a rede de TV.

Além do número de câmeras, existem outras diferenças entre o VAR brasileiro e o do Mundial da Rússia.
Houve um corte também no número de árbitros que analisam os vídeos e auxiliam o juiz da partida.

Na Rússia, havia quatro pessoas operando o VAR na sala de comando. Um árbitro de vídeo era o responsável por monitorar as imagens ao vivo e olhar o replay dos lances polêmicos e se comunicar com o juiz de campo.

Um auxiliar continuava acompanhando a transmissão ao vivo enquanto o árbitro principal analisava os replays. Existia ainda um terceiro árbitro, responsável por averiguar exclusivamente as duas câmeras instaladas nas intermediárias para ver os impedimentos.

Um quarto auxiliar fazia a comunicação entre o árbitro de vídeo principal e o responsável por cuidar do impedimento.

No Brasil, serão três pessoas na sala do VAR: um supervisor, o árbitro de vídeo e um assistente.

“Priorizamos que o árbitro assistente veja os impedimentos, e o árbitro, os lances do jogo. No entanto, ambos têm competência para tudo. Eles têm prioridade para cada lance, mas não exclusividade”, explicou Serapião.

A CBF optou por instalar os equipamentos de análise das imagens dentro dos estádios onde as partidas vão ocorrer.

Na Rússia, toda a central foi montada em um prédio em Moscou, interligado por meio de fibra óptica a todos os estádios da Copa do Mundo.

Dois seguranças, que serão custeados pelos clubes, ficarão na porta da sala de controle do VAR para garantir a tranquilidade de quem vai trabalhar e evitar qualquer interferência de pessoas externas.

Os computadores usados pelos árbitros de vídeo possuem programas específicos para que as imagens possam ser adiantadas e retrocedidas com velocidade.

A máquina também permite girar o lance em vários ângulos, para que se visualize melhor o momento da partida que se pretende analisar. Inclusive, em câmera lenta.

A partir das análises realizadas dentro das salas de controle é que pode ocorrer a comunicação entre o árbitro de vídeo principal e o árbitro de campo, que está apitando o jogo.

Depois de receber, por meio de um pequeno transmissor, a informação de que algo passível de revisão ocorreu em lance que acabou de ser disputado, o árbitro da partida tem três opções.

Ele pode chamar totalmente a responsabilidade para si e ignorar o chamado do árbitro de vídeo; atender a observação recebida pelo sistema de som e voltar atrás em sua decisão imediatamente; ou, então, pedir para rever o lance na beirada do gramado, como ocorreu nas partidas da Copa do Mundo de 2018.

Neste último caso, o sistema brasileiro terá as mesmas características do adotado pela Fifa no Mundial da Rússia.

A Copa do Mundo e os campeonatos nacionais europeus que já utilizam a tecnologia do VAR, como o Português e o Alemão, mostram que um dos grandes gargalos do sistema é a velocidade com que todo o processo ocorre.

Já as polêmicas, principalmente em lances interpretativos, como os de pênaltis, vão continuar a ocorrer, a exemplo do que houve na Copa.

FONTE: Folhapress



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