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Com greve de caminhoneiros, indústrias de Feira de Santana suspendem atividades e Conselho fala em possíveis demissões

29 de maio de 2018 | 07h 44
Com greve de caminhoneiros, indústrias de Feira de Santana suspendem atividades e Conselho fala em possíveis demissões
Com a paralisação dos caminhoneiros, que chegou ao 8º dia nesta segunda-feira (28), indústrias da cidade de Feira de Santana suspenderam as atividades por tempo indeterminado, segundo informou os representantes do setor. Sem insumos, as empresas não têm como continuar a produção e cogitam até realizar demissões para reduzir custos. Com o objetivo de discutir os prejuízos, o Conselho das Indústrias da cidade realizou uma reunião nesta segunda-feira. Na ocasião, o Conselho elaborou um documento que será enviado ao governo do estado, para que sejam tomadas providências com o objetivo de minimizar os prejuízos causados da greve. Feira de Santana tem cerca de 1800 indústrias. Conforme o Conselho, algumas empresas (o número não foi divugado) já estão sem funcionar há quatro dias e outras devem fechar a partir de terça-feira (29). O presidente do Conselho das Indústrias de Feira, João Batista Ferreira, que também é vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), disse que as indústrias já tiveram uma queda de faturamento de 25% a 50%. "O governo do estado precisa se manifestar. Precisamos colocar as empresas que já pararam em funcionamento, porque o prejuízo já é muito grande. Já temos uma quebra de faturamento de 25% a 50%, dependendo da empresa. Isso com relação àquelas que já pararam. E as [empresas] que estão parando a partir de hoje, que não tem mais insumos para continuar produzindo, mesmo quando produzem, não conseguem escoar a produção", disse João Batista. Nas unidades que suspenderam os seviços, Ferreira explicou sobre a possibilidade de demissão. "Com esse problema que eles estão tendo, naturalmente vão ter que demitir pessoas para baixar os custos. A gente já vem de uma crise que não é bricandeira, que já deu muitos problemas aqui", destacou. O presidente do Conselho disse ainda, que durante a reunião, a Desenbahia, órgão ligado ao governo estadual, prometeu que disponibilizará fundos para os empresários prejudicados. "Prometeu que teria fundos suficientes até para que esses empresários possam pagar a folha de pagamento até o dia 5, porque muita gente que não faturou já não tem recursos para cumprir o pagamento no dia certo. Então, com esse apoio, é possível que se resolva a coisa e se ajude pelo menos a minorar, apesar de que isso é mais um débito para os empesários. O prejuízo que você teve você não recupera", concluiu.


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