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Donald Trump encontrará Kim Jong-un em 12 de junho, em Cingapura

10 de maio de 2018 | 16h 17
Donald Trump encontrará Kim Jong-un em 12 de junho, em Cingapura
Foto: Reprodução
O presidente Donald Trump revelou pelo Twitter que a cúpula com o ditador norte-coreano, Kim Jong-un, será em 12 de junho em Cingapura. O anúncio foi feito no mesmo dia em que três americanos libertados pela Coreia do Norte aterrissaram de volta aos Estados Unidos. A soltura do trio, acusado de atividades antiestatais, foi entendida como um aceno de disposição à diplomacia pela paz.
 
"Nós dois tentarem fazer disso um momento muito especial para a paz mundial", escreveu o republicano.
 
Um avião com os três americanos libertados pela Coreia do Norte e o secretário de Estado, Mike Pompeo, pousou nesta quinta-feira na base aérea de Andrews, perto de Washington, onde Trump e a primeira-dama Melania Trump os esperavam. O presidente Trump agradeceu ao líder norte-coreano pela libertação dos americanos e indicou que acredita que Kim quer alcançar um acordo para a desnuclearização da Península Coreana.
 
Trump comunicou as informações ao presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, por telefone. O sul-coreano manifestou sua esperança de que a libertação dos três americanos detidos possa ter impacto positivo na reunião entre os líderes.
 
Cingapura estava entre as opções de local que se especulava até então. A cidade-Estado já foi usada anteriormente para reuniões diplomáticas de alto nível. Em 2015, os líderes de China e Taiwan se encontraram lá pela primeira vez em mais de 60 anos.
 
Além disso, Cingapura tem uma relação próxima com os Estados Unidos e, por outro lado, mantém relações diplomáticas com a Coreia do Norte, ainda que em novembro passado tenha encerrado todos os laços comerciais devido ao aperto das sanções internacionais contra o regime de Kim.
 
A Coreia do Norte começou a enviar sinais de paz aos Estados Unidos na esteira da aproximação do regime norte-coreano com a Coreia do Sul desde o início deste ano. Kim Jong-un disse que está disposto a abrir mão de seu arsenal nuclear se obtiver garantias de seguranças contra agentes hostis. O convite da reunião havia sido feito por Kim a Trump em março.
 
No mês passado, as duas Coreias se reuniram e divulgaram uma declaração conjunta que aponta para a desnuclearização da Península Coreana, bem como para o fim das hostilidades entre si. Os dois países disseram que contam com o apoio da comunidade internacional para iniciar o processo que liberta a região de armas nucleares.
 
No entanto, especialistas afirmam que obstáculos podem surgir entre Trump e Kim sobre o tema. Enquanto Trump tem defendido a desnuclearização da Coreia do Norte, Kim se refere à Península por inteiro, o que poderia incluir a retirada do apoio militar americano à Coreia do Sul. Apesar de não ter armas nucleares, o governo sul-coreano conta com 28.500 soldados em bases americanas na região, além do arsenal nuclear americano.
 
Segundo analistas, a abertura diplomática da Coreia do Norte se explica pela intenção norte-coreana de amenizar as sanções econômicas internacionais impostas contra o regime de Kim. Além disso, especialistas indicam que o líder norte-coreano já atingiu a capacidade nuclear que desejava, suficiente para defender seu país.


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