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Cultura

Dia 13 de maio é para contestar liberdade dos escravos, diz professor

14 de maio de 2015 | 16h 51
Dia 13 de maio é para contestar liberdade dos escravos, diz professor
Para o professor, a data a ser lembrada pelos negros é a morte de zumbi dos Palmares - Foto: Vinicius Gomes
O 13 de maio, para os negros, é, na opinião do professor universitário Antonio Anunciação, um dia para que a história da libertação fosse contestada ou que fosse debatida sob outro prisma – e não tendo como base a versão oficial. Ele palestrou sobre o tema para dezenas de estudantes, na manhã desta quarta-feira, 13, na sala de leitura da Biblioteca Municipal Arnold Silva. A sua abordagem teve como base o “13 de maio, a falsa abolição”.
 
“A abolição dos negros é a sua consciência”, afirmou o professor da UEFS (Universidade Estadual de Feira de Santana). Para ele, os negros devem comemorar o 20 de novembro, data da morte de Zumbi dos Palmares, que é o dia de afirmação da raça.
 
O cheiro do azeite de dendê fritando a massa do acarajé e do abará, preparados à entrada da instituição, chamou a atenção dos estudantes que lotaram o espaço. Foram distribuídos 350 destes bolinhos recheados. Uma roda de capoeira, outro traço da cultura negra, foi montada e o berimbau cadenciou os golpes e contragolpes dos lutadores.
 
Para a estudante Janiele Lima, a abordagem do professor muda conceitos com relação à libertação dos escravos. “O que a gente passa a perceber é que a liberdade foi relativa. Saíram das senzalas mas não tiveram para onde ir”. José da Paixão Filho comentou que em mais de 100 anos de liberdade, as conquistas dos negros chegam em doses homeopáticas. “As conquistas são diárias e com muito sacrifício”, constata.
 
A diretora da Biblioteca, Lucyana Nascimento, afirmou ter ficado satisfeita com os resultados. “É uma maneira de a biblioteca chamar os jovens, principalmente, para debater assuntos que lhes são pertinentes”.


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