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Cultura

Safadão e Kannário colocaram multidões na rua

05 de maio de 2015 | 09h 04
Safadão e Kannário colocaram multidões na rua
O cearense tenta enxergar do trio até onde ia o público

Se alguém duvidava se o axé ainda tinha a preferência do público, a dúvida acabou a partir do momento em que Wesley Safadão, cearense representante do forró eletrônico foi para a avenida, arrastando uma multidão compacta, formada pelo folião pipoca. Faltou espaço para quem quis acompanhar o trio de perto. Safadão tocou contratado pela prefeitura, para o folião pipoca.

O outro fenômeno de popularidade também não era do axé. O pagodeiro Igor Kannário veio pelo bloco e foi para a rua tão tarde que o dia já amanhecia ao final de sua apresentação. Mas seus seguidores não couberam dentro das cordas do Bloco do Patrão. Há poucos meses tratado como ídolo da marginalidade e puxador de ladrões, hoje o “Príncipe do Gueto” tem espaço garantido nos maiores veículos de comunicação.

Dono de uma música contestadora, que cobra direitos dos favelados, critica a ação da polícia e até o capitalismo, Kannário discursa de cima do trio, dizendo que não vai mudar, como repetiu na Micareta. "Não vão calar o Kannário. Não vou me vender. Favelado não tem preço, favelado tem valor", avisou. Querendo passar imagem oposta do que sempre se disse dele, o artista abriu sua apresentação convocando a multidão a fazer a oração do Pai Nosso.

Mais da metade das atrações mais conhecidas foi trazida pela prefeitura. Entre elas Bell, Leo Santana, Daniela Mercury, Cláudia Leite e Parangolé. Os blocos trouxeram entre outros, Ivete Sangalo, Tayrone Cigano, Babado Novo, Harmonia do Samba, Timbalada, Robissão e Seu Maxixe.

Os artistas de Feira se apresentaram nos trios e também ocorreram algumas dobradinhas com as estrelas da música baiana.

As opções se completaram com o circuito Quilombola, palco armado próximo ao circuito Maneca Ferreira, onde reina o reggae. Lá se apresentaram além das estrelas locais, como Dionorina, o expoente maior do ritmo na Bahia, Edson Gomes.

A queixa ficou por conta da Kalilândia, onde deixou de ocorrer o carnaval em ritmo de antigamente, no que se chamava Espaço Charles Albert. Comerciantes e moradores reclamaram. Mas o secretário de Cultura, Esporte e Lazer, Rafael Cordeiro, justificou que o estilo estava contemplado no Esquenta Micareta, que ocorreu no domingo anterior na rua São Domingos, bairro Santa Mônica. Ele argumentou também que se tratava de uma necessária economia preconizada pela prefeitura na festa deste ano, em função da crise econômica que afeta o país.

Kannário fez juras de amor ao gueto e prometeu não abandoná-lo



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