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César Oliveira

Tio Lourinho

01 de maio de 2015 | 20h 53
Tio Lourinho

Viver, depois de certo tempo, é este acumular e sobreviver às perdas.  Um dia, perdemos pai e nos descobrimos meio desancorados, apesar de toda experiência que já temos.  Outras, antecipadas – colegas, amigos -, pelo trágico, vão roendo as reservas e alertando que o destino é mesmo o senhor imprevisível e dono da razão. 

Agora, a perda súbita do tio e padrinho, morador do ar marinho de Porto Seguro, afeto e alegria – e sempre por ironia da medicina, cliente- é mais um choque, um arrebatamento, destes que vai luindo as certezas e acumulando memórias nas despedidas.  Devo a ele, no mínimo, o primeiro porre.  Fico com a tranquilidade de uma vida vivida que resultou em carinho e paixão de toda a imensa família e seu riso aqui no consultório, há poucos dias. Não é pouco. A benção, com todo agradecimento e falta, uma derradeira vez.  



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