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Economia

Exportações recuam 9,7% em março

10 de abril de 2015 | 08h 19
 Exportações recuam 9,7% em março

As exportações baianas voltaram a recuar em março quando atingiram US$ 565,5 milhões, 9,7% inferiores a março do ano passado. O resultado no trimestre alcança US$ 1,63 bilhão, inferior em 18,5% aos US$ 2 bilhões apurados no mesmo trimestre de 2014. Fortemente concentrada e com baixo valor agregado, a pauta de exportações da Bahia vêm passando por um ciclo de desvalorização que se intensificou a partir do segundo semestre de 2014 e que deve permanecer forte pelo menos até a primeira metade do ano. As informações são da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento (Seplan).


A queda no preço de segmentos importantes como derivados de petróleo, petroquímicos, celulose, soja, algodão, dentre outros, justifica em grande parte a queda no valor das vendas do estado no período. Os preços de todos esses segmentos variaram de forma negativa frente ao primeiro trimestre de 2014, chegando a quase -53%, no caso dos derivados de petróleo e a -21% na soja e seus derivados. 
Na média geral, os preços médios de todos os produtos exportados pelo estado recuaram 17% no trimestre, sendo responsáveis por 87,5% dos US$ 371 milhões apurados a menos nas receitas de exportação do Estado, comparados a igual período do ano passado.


A desaceleração econômica de grandes consumidores, como a Argentina, resultou também em queda no trimestre do volume físico embarcado (quantum) em 2,3%, atribuído essencialmente à redução dos embarques de derivados de petróleo em 50% -  devido a parada para manutenção de importante unidade produtiva na RLAM -  e do setor automotivo em 16% motivado pela redução de pedidos no mercado latino americano, afetado negativamente pelo fim do chamado “superciclo” do preço das commodities.

IMPORTAÇÕES


Em meio ao fraco desempenho da economia doméstica e redução da atividade industrial, houve queda nas compras internacionais exclusive combustíveis em 1,75% no trimestre. Mas o destaque foi para o aumento de 101,4% das importações de combustível e de lubrificantes --reflexo da retração da cotação do petróleo no mercado global e das compras de de GNL – Gás Natural Liquefeito, utilizado em larga escala no suprimento de usinas térmicas por conta da crise hídrica.


A baixa atividade econômica não diminuiu a disposição da indústria baiana de se equipar, em parte explicado pelos investimentos em curso. No primeiro trimestre, houve aumento de 15% nas compras de bens de capital (máquinas e equipamentos) indicando que apesar do ambiente momentaneamente desfavorável, as empresas continuam a investir para ampliar a capacidade instalada na economia. 

Tanto em março como no trimestre a balança comercial da Bahia apresenta déficit, resultado do crescimento das importações no período. Em março o déficit atingiu US$ 401,4 milhões, enquanto que nos três primeiros meses do ano ele atinge US$ 1,02 bilhão.



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