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  • Feira de Santana, quarta, 01 de abril de 2020

Saúde

Sem pagamento, Hospital da Criança ameaça parar

07 de abril de 2015 | 14h 17

Emergência só vai atender os casos mais graves. Remédio e comida estão acabando

Sem pagamento, Hospital da Criança ameaça parar
A falta de pagamento levou à suspensão das cirurgias eletivas e das consultas

Pode faltar material até sexta-feira para manter o funcionamento pleno do Hospital Estadual da Criança, cuja direção comunicou por meio de nota distribuída à imprensa que está sem receber há quatro meses do governo do estado. O valor devido ao IMIP (Fundação Professor Martiniano Fernandes), instituição terceirizada que administra a unidade, já supera os R$ 22 milhões.

"O hospital está com o estoque de alimentos, materiais médicos hospitalares e medicamentos reduzido, que pode durar apenas até esta sexta-feira (10) ", diz o documento.

LEIA TAMBÉM: Sesab garante que Hospital da Criança não vai parar

A emergência vai atender somente os casos considerados mais graves. Desde hoje, estão suspensas cirurgias eletivas e a marcação de consultas. A partir de segunda-feira está prevista a suspensão do atendimento ambulatorial. 

O pagamento do salário de médicos e funcionários também está atrasado.

VEJA ABAIXO NA ÍNTEGRA A NOTA DO IMIP

 HEC/IMIP está sem receber quatro faturas do Governo do Estado

O Hospital Estadual da Criança (HEC) / IMIP Gestão corre o risco de suspender o seu pleno funcionamento a qualquer momento. Isso porque a unidade hospitalar está sem receber exatos R$22.174.240,00, referentes a quatro faturas do Governo do Estado, uma delas do exercício anterior (dezembro/2014, janeiro/2015, fevereiro/2015, março/2015).

Por conta desse atraso nos repasses, o hospital está com o estoque de alimentos, materiais médicos hospitalares e medicamentos reduzido, que pode durar apenas até esta sexta-feira (10). Isso afeta diretamente os pacientes da unidade hospitalar, que dependem destes itens para um tratamento adequado. Com isso é possível obter os melhores resultados no processo de internamento, seja clínico ou cirúrgico.

A falta de repasses já ocasionou a suspensão das cirurgias eletivas e, a partir desta terça-feira (7), também vai ocasionar a suspensão das marcações de consultas. Ainda por conta desse atraso, na próxima segunda-feira (13) serão suspensas as atividades ambulatoriais. Os pacientes regulados também poderão sofrer consequências.

A emergência, por sua vez, atenderá tão somente os pacientes classificados como vermelho, ou seja, aqueles com risco iminente de vida, segundo o sistema de classificação de risco adotado pela unidade hospitalar. Esse atraso nos repasses dos últimos quatro meses compromete ainda o pagamento dos salários dos médicos e funcionários.

Vale ressaltar que a Fundação Professor Martiniano Fernandes (IMIP HOSPITALAR), entidade responsável pela administração do Hospital Estadual da Criança (HEC), busca sempre garantir um acesso com qualidade às pessoas que procuram seus serviços.

O Hospital Estadual da Criança (HEC) / IMIP Gestão ratifica a disponibilidade da entidade para, junto com a Secretaria da Saúde do Estado (SESAB), encontrar soluções na regularização dos repasses e no atendimento à população, e reafirma o seu compromisso em garantir a prestação de serviços humanizados para a população assistida pelo mesmo.​



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