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Cultura

MPF/BA: inquérito civil vai apurar práticas de intolerância religiosa

24 de março de 2015 | 08h 33

Coletivo de Entidades Negras (CEN) e representantes de religiões de matriz africana protocolizaram representação na sede do MPF em Salvador.

MPF/BA: inquérito civil vai apurar práticas de intolerância religiosa

O Ministério Público Federal na Bahia (MPF/BA) vai instaurar inquérito civil a partir da representação contra a intolerância religiosa protocolizada na tarde desta segunda-feira, 23 de março, na sede do órgão, em Salvador, pelo Coletivo de Entidades Negras (CEN) e representantes de religiões de matriz africana.

Eles entregaram ao procurador-chefe do MPF/BA, Pablo Barreto, e ao procurador Regional dos Direitos dos Cidadãos (PRDC) Substituto, Edson Abdon, uma carta aberta às autoridades brasileiras, documentos e vídeos, nos quais denunciam casos de intolerância religiosa e ataques às religiões de matriz africana.

“Nossa obrigação constitucional é proteger os pilares da integridade religiosa. A representação será protocolizada, distribuída, vai receber um número e um procurador da República será designado para atuar no caso”, disse o procurador-chefe aos representantes do Cem e de terreiros de candomblé de Salvador. Já o PRDC substituto, Edson Abdon, reforçou que o MPF vai atuar na defesa da liberdade religiosa.

Diversos representantes do candomblé participaram de um ato em frente à sede do MPF/BA para a entrega da carta protesto. Entre eles, o coordenador do CEN, Luiz Paulo Bastos, o babalorixá Pecê de Oxumarê, Egboni Nice, do Terreiro da Casa Branca, Makota Valdina, líder comunitária e religiosa do Terreiro Angola Tanusi Junsara e Mãe Jaciara Ribeiro, do Ilê Axé Abassá de Ogum.



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