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Bahia

Governo fecha contas no azul, mas alerta para os desafios em 2015

11 de março de 2015 | 09h 26
Governo fecha contas no azul, mas alerta para os desafios em 2015

As contas do governo baiano fecharam no azul em 2014, com destaque para o superávit primário de R$ 1,13 bilhão, três vezes maior que o resultado do ano anterior, que também havia sido positivo, alcançando R$ 300,8 milhões. O estado também apresenta baixo endividamento. O secretário da Fazenda do Estado, Manoel Vitório, alertou no entanto para os grandes desafios que as finanças estaduais irão enfrentar nos próximos meses, em função do cenário econômico em 2015. Os dados foram apresentados nesta terça (10) em audiência pública na Assembleia Legislativa.

Para as finanças estaduais, as potenciais dificuldades trazidas pelo cenário econômico incluem a perspectiva de baixo crescimento dos principais impostos estaduais – o ICMS e o IPVA – e das transferências do Fundo de Participação dos Estados (FPE), redução das transferências voluntárias da União, restrições a novas operações de crédito e aumento dos custos da dívida estadual.

“Para fazer frente a essas dificuldades e manter a saúde das contas em 2015, será necessário conscientizar os gestores de todo o Estado quanto à necessidade de conter os gastos de custeio”, afirmou o secretário. Vitório voltou a enfatizar, além disso, o crescente déficit da previdência, um problema para as finanças de todos os estados. Só na Bahia, em 2015, o Tesouro Estadual terá de fazer um aporte extra, para complementar o pagamento da folha de previdência, no valor de R$ 2,5 bilhões.

Ao destacar a conquista para as finanças estaduais representada pelos dois sucessivos superávits primários, em 2013 e 2014, Manoel Vitório lembrou que, de acordo com levantamento do jornal Folha de S. Paulo, no exercício que acaba de ser encerrado, apenas oito estados, entre eles a Bahia, fecharam as contas com resultado positivo. O Estado também teve bom desempenho nos gastos sociais: o governo investiu 27,63% em educação (o mínimo é 25%) e 13,09% em saúde (o mínimo é 12%). 



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