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Bahia

MST parte de Feira de Santana em marcha para Salvador

09 de março de 2015 | 16h 09

Movimento diz que na Bahia ainda existem 20 mil famílias sem terra

MST parte de Feira de Santana em marcha para Salvador
A frente da prefeitura foi um dos pontos de parada da marcha dos manifestantes (foto: Márcio Filho/FE)

Cerca de seis mil trabalhadores do MST (Movimento Sem Terra) saíram da Vila Olímpica dos Amadores, localizada na Avenida Eduardo Fróes da Mota (Anel de Contorno), próximo ao Atacadão, e marcharam por algumas ruas de Feira de Santana, até a frente da prefeitura, onde um ato foi realizado, junto com outros movimentos sociais, na manhã desta segunda-feira (9).

De acordo com Lucinéia Durões, que faz parte do movimento, a marcha é em comemoração a jornada de luta das mulheres, contra os agrotóxicos e contra a violência e defesa de um país soberano. O destino final da marcha é Salvador.

“Depois desse ato em frente à prefeitura, seguiremos até o Parque de Exposição, na BR 324, onde faremos o primeiro acampamento. A cada dia nós acamparemos em locais diferentes, até a chegada em Salvador, que está prevista para a próxima segunda-feira (16)”, informou.

Lucinéia Durões explicou que os seis mil trabalhadores são acampados e assentados de todas as regiões do estado da Bahia. Os acampados, segundo ela, são as famílias que ainda estão aguardando por um pedaço de terra. Já os assentados são aquelas pessoas que já adquiriram a posse da terra.

“Aqui na Bahia, o MST tem mais de 20 mil famílias acampadas. Estamos à margem das estradas, na lama. Muitas dessas famílias têm mais de 15 anos nessa situação e por isso que marchamos, para destravar a pauta da reforma agrária. Já sobre os assentados, eles têm a posse da terra, mas não tem condições de trabalhar e é isso que queremos, através da reforma agrária”, destacou.

Chegando a Salvador, o Movimento Sem Terra vai entregar uma pauta de reivindicações ao governo do estado e também ao Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária).

“Queremos que a reforma agrária seja uma pauta prioritária no governo, pois entendemos que enquanto não houver a democratização da terra, não conseguiremos dar um passo na questão do desenvolvimento do campo brasileiro, pois o modelo do agronegócio não emprega a população”, afirmou.

FONTE: Acorda Cidade



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